segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Menos um...


Foi desta que o meu último dentinho a nascer, o 15, foi arrancado, em Dezembro ainda se ponderou arranjar mas estava muito frágil e mal tocavam ele partia mais um pouco, assim sexta-feira passei a ter só 25 dentinhos, o normal seria 32 mas a minha dentição veio com defeito e só tive 26 dentes, como já tive de arrancar o 45 e tenho o 85 de leite neste momento tenho 25. Ainda ponderei colocar um implante ou algo assim mas o espaço que ficou é tão pequeno (este dente estava desalinhado por não ter espaço e ter nascido quase no céu da boca).

Quando o 85 decidir ir à sua longa vidinha aí sim terei de colocar algo pois será uma falha de dois dentes seguidos.

E o quanto eu odeio ir ao dentista, traumas com mais de 30 anos que ressurgem de cada vez que ouço a broca ou o malfadado aspirador...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Tempestade Ingrid


Bolas Ingrid, vem lá com calma, já chega de flashes, são 9:30 e estás muito barulhenta... Estar a trabalhar com a ameaça da luz ir abaixo constantemente é dose... ai que bem se deve estar em casa...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Generali / Ageas

Está difícil chegar a um acordo, ou melhor, a minha companhia (Ageas) aceitou o valor que o perito da Generali disse que pagaria mas eu não concordei em ser naquela oficina porque a parte que me calhava a pagar (devido ao segundo acidente) ficava mais cara 800€ que noutra oficina. 

Pedi para reverem o valor e ainda acrescentaram mais 400€ de IVA quando no valor anterior já tinham considerado o IVA e houve peças que passaram de 110€ para 350€...enfim... uma oficina para esquecer mas era uma das recomendadas pela Ageas... (com vistorias do perito online e presencial, já estávamos em Janeiro)...

Avisei logo a minha companhia de que não ia reparar lá e que queria receber o valor acordado e mandar reparar onde eu quisesse, sim, podemos fazer isso, mas houve logo entraves por parte de gestores e afins... já passaram mais de 15 dias (1 mês e meio desde o acidente) e o carro por arranjar... 

Estou de dois em dois dias a pressionar a companhia de seguros e a resposta é " Estou a aguardar novidades. Amanhã ligo para a nossa Gestora da Ageas para nos dar mais uma ajuda. Cumprimentos,"... cansadinha desta treta toda... se não tivesse havido o segundo acidente 6 dias depois do primeiro teria sido tudo mais fácil mas não se consegue mandar na vida....

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Sol por onde andas?

Faz-me falta a presença do sol. Do calor, nem tanto — que disso já sabemos que em excesso também cansa — mas do sol, sim. Daquela luz que nos entra pelos olhos e parece alinhar-nos o humor sem pedir licença. Ou será só impressão minha que, quando o sol aparece, andamos todos um pouco mais felizes?

Os dias cinzentos têm este dom estranho de nos tornar mais lentos por dentro. Acordamos, espreitamos pela janela e, se vemos nuvens carregadas, parece que o corpo suspira antes mesmo de começar o dia. O guarda-chuva passa a extensão natural do braço e a escolha da roupa deixa de ser estética para ser estratégica. É o eterno “abre chapéu, fecha chapéu”, num jogo quase irónico com o céu, que ameaça mas nem sempre cumpre — ou cumpre quando menos esperamos.

Não podia a chuva cair só de noite? Enquanto dormimos, embalada, a lavar as ruas, as árvores e as preocupações do dia anterior. De manhã, acordávamos com o cheiro a terra molhada, o ar limpo e o sol a espreitar, como quem diz: “pronto, já tratei de tudo”. Mas não. A chuva gosta de nos acompanhar nas horas de ponta, nos passeios apressados, nas deslocações inevitáveis.

E depois há a calçada portuguesa. Tão bonita nas fotografias, tão identitária, tão nossa. Um verdadeiro cartão de visita para quem vem de fora. Mas quem tem de andar nela à chuva sabe que aquela beleza cobra o seu preço. Basta acelerar um pouco o passo, distraímo-nos por um segundo, e lá está o perigo iminente: escorregar e estatelar-se de forma pouco elegante, perante olhares solidários… ou disfarçadamente divertidos.

Caminhar à chuva passa a ser um exercício de concentração. Olhos no chão, passos calculados, corpo ligeiramente tenso. Não é só chegar ao destino; é chegar inteiro. Talvez por isso, quando o sol aparece, mesmo no inverno, sentimos um alívio coletivo. As pessoas caminham mais depressa, mas com leveza. As esplanadas enchem-se, os sorrisos surgem com mais facilidade e até a calçada parece menos traiçoeira.

O sol tem este efeito quase mágico: não resolve problemas, mas torna-os mais suportáveis. Não muda a vida, mas muda a forma como a encaramos. Com sol, o café sabe melhor, a conversa flui, e até o trânsito parece menos caótico. É como se a luz nos lembrasse que há sempre uma pausa possível, um intervalo entre as nuvens.

Talvez não seja só impressão minha. Talvez sejamos mesmo criaturas solares, dependentes dessa claridade para equilibrar o humor e a esperança. E enquanto o sol não decide ficar, vamos continuando neste ritual de abrir e fechar chapéus, de caminhar com cuidado e de suspirar sempre que o céu ameaça mais uma vez.

Mas quando ele voltar — porque volta sempre — prometo reparar melhor. Parar um pouco, levantar o rosto e agradecer. Nem que seja só por nos permitir andar na calçada portuguesa sem medo de escorregar. ☀️

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

“Soube ontem que partiste…”

Quando recebo notícias inesperadas, que me fazem ficar a tremer, tenho-me socorrido do ChatGPT e o conselho foi: " escrever uma carta em que dissesse:

  • O que ele significou

  • O que ficou por dizer

  • Um agradecimento simples

No fim: “Levo-te comigo, mas deixo-te partir.” - Guarda a carta ou rasga-a - ambos são válidos. "

 

... mas, ao tentar fazê-lo ainda choro mais, ainda dói mais, até um dia meu Amigo N.

“Que estejas em paz. Eu lembro-me de ti.”

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Dia de Reis

Hoje é o dia da minha família materna 👑

Hoje celebro a minha família materna. Uma família que não tem castelos, coroas de ouro ou tronos, mas que carrega algo muito mais valioso: histórias, laços fortes e um amor que passa de geração em geração.

Somos todos Reis sem castelo — e isso diz muito sobre nós. Reinamos nas conversas à mesa, nas gargalhadas que surgem do nada, nas memórias partilhadas e na forma como estamos presentes uns para os outros, mesmo quando a vida complica. O nosso reino não tem muralhas, mas tem braços abertos.

Cada um governa à sua maneira: com carinho, com teimosia, com humor, com silêncio ou com conselhos que ficam para sempre. Não somos perfeitos, mas somos reais. E talvez seja isso que nos torna uma verdadeira realeza.

Hoje é um dia para agradecer as raízes, honrar quem veio antes de nós e valorizar quem caminha ao nosso lado. Um brinde à minha família materna — Reis e Rainhas do quotidiano, sem castelo, mas com um coração enorme 💛


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Frases ancestrais

Na minha terra havia o hábito de a 2 de Janeiro haver este diálogo sempre que alguém se cruzasse com outra pessoa:

- " Hoje vais a São Jorge?"

- "Fazer o quê?"

- "Ver o homem com tantas pernas como de dias tem o ano..."

ou então a 4 de Janeiro a frase variava para " Ver o burro com tantas patas como de dias tem o ano"

Actualmente já quase ninguém diz isto mas na minha memória permanecem estas frases como lembrança de um outro tempo em que tudo era muito mais simples.