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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Multi-tarefa ou hiperatividade mental?

Confesso que a Inteligência Artificial, por vezes, supera as expectativas. 😂 Eu sei que tenho sempre a cabeça a mil, mas esta imagem conseguiu traduzir em caricatura aquilo que, cá dentro, parece acontecer todos os dias.

Olhem bem para isto...

Temos o trabalho, com os e-mails, os concursos, o Diário da República, os alvarás, o IMPIC, os associados, as propostas, as faturas e mais umas quantas coisas que entretanto apareceram e que, obviamente, eram para ontem.

Depois temos a vida fora do trabalho.

A família.
A casa.
O jardim.
A horta.
As galinhas.
Os galos.
Os 3 gatinhos brancos, 2 amarelos e 1 siamês — porque aparentemente seis gatos ainda não são suficientes para ocupar espaço na minha cabeça. 😂

Temos a jardinagem, a permacultura, o bokashi, as frutas, as flores e aquela eterna sensação de que "já que estou aqui, também podia aproveitar e fazer isto..."

Depois aparecem os livros.

Dan Brown, Lesley Pearce, Nicholas Sparks... porque uma pessoa precisa de descansar a cabeça e, aparentemente, a melhor maneira que encontro para descansar a cabeça é meter outra história lá dentro. 🤦‍♀️

E ainda há os bordados, as viagens, os passadiços, as praias, os planos, o blog, as poupanças, os investimentos, o FIRE, os ETF, as ideias para artigos, as coisas que quero aprender, as coisas que quero organizar, as coisas que quero fazer...

E claro, as coisas que ainda nem sei que quero fazer, mas que provavelmente vou inventar entretanto.

A caricatura até colocou uma frase que resume muito bem a coisa:

"Não é só um trabalho... é o meu mundo em equilíbrio (ou quase!)"

É mesmo isso.

Porque o problema não é apenas fazer muitas coisas.

É pensar em muitas coisas ao mesmo tempo.

Estou a responder a um e-mail e lembro-me que tenho de telefonar a alguém. Enquanto estou a fazer o telefonema lembro-me de uma coisa que preciso de pesquisar. Ao pesquisar lembro-me de outra. Entretanto vejo uma planta que precisa de ser transplantada. Passo pela cozinha e reparo que falta qualquer coisa. Volto ao computador e lembro-me de uma ideia fantástica para o blog.

Escrevo-a num papel para não me esquecer.

Cinco minutos depois já tenho mais duas ideias.

E depois há aquela maravilhosa frase:

"Tenho de me lembrar disto!"

Como se a minha cabeça tivesse espaço ilimitado para armazenamento. 😂

Não admira que, ao fim do dia, esteja cansada.

Não é necessariamente o corpo que trabalhou sem parar.

É a cabeça.

É o processador mental em modo turbo, com 47 separadores abertos, três aplicações a actualizar, uma música a tocar sabe-se lá onde e uma janela que ninguém consegue descobrir de onde veio.

E depois perguntam:

— "Estás cansada?"

Não sei... deixa-me só consultar os 127 pensamentos que estão neste momento pendentes. 😂

Às vezes acho que não sou propriamente multi-tarefa.

Sou mais uma espécie de hiperatividade mental organizada... ou pelo menos com a intenção de ser organizada.

Porque organização também aparece na imagem. Tenho pastas, listas, cadernos, post-its, notas no telemóvel, ideias guardadas e provavelmente mais umas quantas formas de tentar convencer a minha cabeça de que existe um sistema.

O problema é que a cabeça responde:

"Muito bonito. Agora vamos pensar noutra coisa."

E pronto.

É aqui que entra o meu lado Anak Krakatoa. 🌋😂

Vou acumulando, acumulando, acumulando...

Até que alguém me pergunta:

— "Então, mas afinal o que tens?"

E eu:

"NADA!"

Enquanto interiormente o vulcão já está a dar sinais de actividade sísmica. 😂

Talvez seja por isso que preciso tanto de coisas simples: mexer na terra, tratar das plantas, ouvir as galinhas, pegar num livro, fazer um bordado, sair para caminhar, estar com a família.

São momentos em que, pelo menos durante algum tempo, consigo fechar algumas das janelas abertas na cabeça.

Embora provavelmente, enquanto estou a regar as plantas, já esteja a pensar no artigo que vou escrever quando chegar a casa. 🤣

No fundo, esta caricatura ficou muito mais verdadeira do que eu estava à espera.

Sou eu, mas em versão "a minha cabeça por dentro".

E agora percebo finalmente porque é que às vezes digo que preciso de férias e, cinco minutos depois, já estou a planear o que fazer nas férias.

Eu não preciso apenas de descansar o corpo. Preciso de pôr a cabeça em modo avião.

O problema?

Ainda não descobri onde fica esse botão. 😂

E vocês?

São pessoas multi-tarefa, conseguem desligar a cabeça ao fim do dia ou também vivem permanentemente com um Anak Krakatoa em actividade dentro da cabeça? 🌋❤️

quarta-feira, 8 de abril de 2026

As contas não se pagam sozinhas.






Na segunda-feira decidi “tirar” a tarde. Tinha vindo a acumular meia-hora aqui e ali por causa das formações que se prolongavam para lá do horário, e quando dei por mim já somava 4,5 horas — contas feitas, não ficava a dever nada à casa.

Aproveitei para ir com o filhote à dentista e ainda arranjámos tempo para um mini passeio por um sítio onde já tínhamos estado no verão. Houve também uma escapadinha até à Batalha, uma paragem estratégica para abastecer, já que no dia seguinte ele seguia para Coimbra.

E, no meio desta correria organizada, ainda consegui chegar a tempo à missa e à Visita Pascal. Confesso que, sempre que vou à missa, peço o mesmo: saúde e uma boa dose de paciência para dar conta de tudo o que o dia-a-dia insiste em trazer.

Na Associação, as minhas responsabilidades têm vindo a aumentar de forma constante e, com a iminente licença de paternidade do meu colega de sala, sei que esse volume ainda irá crescer. Aliás, já há alguns meses que tenho vindo a assumir algumas das tarefas dele, numa tentativa de preparar a sua ausência — até aqui, tudo dentro do esperado.

O que se torna mais difícil de aceitar é o facto de existirem mais duas pessoas no escritório que não demonstram qualquer preocupação em partilhar este acréscimo de responsabilidades. O trabalho que eu e o meu colega asseguramos implica prazos rigorosos, que têm de ser cumpridos, e tudo indica que acabará por recair exclusivamente sobre mim.

E, no final do mês, pouco ou nada muda: o vencimento mantém-se igual ao dos restantes meses, sendo eu, paradoxalmente, quem menos recebe e mais assume. No fundo, mais do mesmo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Passeios por aqui


Por vezes temos locais tão bonitos ao pé de nós e nem nos apercebemos, mas o olhar de uma criança faz-nos olhar para eles de outra forma. 


Se eu disser que esta água esverdeada não é uma lagoa/lago ou rio mas sim uma barreira... linda não? 





Esta era 3 vezes maior mas como deixaram de extrair barro taparam uma parte dela








Esta como é mais pequena e menos profunda tem a água acastanhada




Por fim nesta também taparam 2/3 da barreira original


Foi um passeio diferente, uma boa caminhada e o filhote adorou ter ido connosco fazer o passeio que costumava fazer com o avô, agora o passeio já não pode ser tão grande porque como o meu pai teve o enfarte já não pode caminhar tanto tempo seguido.