quarta-feira, 8 de abril de 2026

As contas não se pagam sozinhas.






Na segunda-feira decidi “tirar” a tarde. Tinha vindo a acumular meia-hora aqui e ali por causa das formações que se prolongavam para lá do horário, e quando dei por mim já somava 4,5 horas — contas feitas, não ficava a dever nada à casa.

Aproveitei para ir com o filhote à dentista e ainda arranjámos tempo para um mini passeio por um sítio onde já tínhamos estado no verão. Houve também uma escapadinha até à Batalha, uma paragem estratégica para abastecer, já que no dia seguinte ele seguia para Coimbra.

E, no meio desta correria organizada, ainda consegui chegar a tempo à missa e à Visita Pascal. Confesso que, sempre que vou à missa, peço o mesmo: saúde e uma boa dose de paciência para dar conta de tudo o que o dia-a-dia insiste em trazer.

Na Associação, as minhas responsabilidades têm vindo a aumentar de forma constante e, com a iminente licença de paternidade do meu colega de sala, sei que esse volume ainda irá crescer. Aliás, já há alguns meses que tenho vindo a assumir algumas das tarefas dele, numa tentativa de preparar a sua ausência — até aqui, tudo dentro do esperado.

O que se torna mais difícil de aceitar é o facto de existirem mais duas pessoas no escritório que não demonstram qualquer preocupação em partilhar este acréscimo de responsabilidades. O trabalho que eu e o meu colega asseguramos implica prazos rigorosos, que têm de ser cumpridos, e tudo indica que acabará por recair exclusivamente sobre mim.

E, no final do mês, pouco ou nada muda: o vencimento mantém-se igual ao dos restantes meses, sendo eu, paradoxalmente, quem menos recebe e mais assume. No fundo, mais do mesmo.

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