Se há coisa que tenho aprendido nos últimos tempos é que o dinheiro não cresce em árvores… mas também não se esforça muito para crescer sozinho 😅
Entre tentar poupar aqui e ali, acabei por diversificar: tenho vários depósitos a prazo e também alguns certificados de aforro. A ideia era simples — não pôr os ovos todos no mesmo cesto e ver qual deles se portava melhor.
Spoiler: há cestos que claramente estão a dormir.
Ora bem, Março foi um mês interessante para estas experiências financeiras cá de casa. Tive dois “eventos” dignos de análise:
- Um depósito a prazo de 500€ chegou ao fim… e rendeu uns impressionantes 0,90€ de juros. Sim, noventa cêntimos. Nem dá para um café em muitos sítios.
- Já um certificado de aforro, no valor de 505,96€, rendeu 1,88€.
E pronto, é isto. A luta foi renhida? Nem por isso.
Não estamos a falar de valores astronómicos, é certo, mas a diferença é clara: com valores semelhantes, os certificados de aforro renderam mais do dobro.
Claro que cada produto tem as suas características. Os depósitos a prazo são previsíveis, sabemos exatamente com o que contamos (mesmo que seja pouco). Já os certificados de aforro têm alguma variabilidade, estão ligados a taxas como a Euribor, e podem surpreender — às vezes pela positiva.
Mas olhando para estes números, a pergunta impõe-se: vale a pena “prender” dinheiro num depósito a prazo para receber trocos?
A verdade é que, neste momento, os certificados de aforro parecem estar a ganhar este duelo cá por casa. Não fazem milagres, mas ao menos dão a sensação de que estão a tentar.
No meio disto tudo, fica a lição: mais importante do que escolher o produto “perfeito” é acompanhar, comparar e ir ajustando. Porque se há coisa que o meu depósito de 0,90€ me ensinou… é que até o dinheiro precisa de motivação para trabalhar 😄
E por aí, como é que o vosso dinheiro se anda a portar?
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