Confesso que durante algum tempo olhei para a airfryer como olho para muitas das modas que aparecem: toda a gente tem, toda a gente adora, toda a gente diz que "não vive sem ela"... e eu cá pensava: pronto, mais uma coisa para ocupar espaço na cozinha. Entretanto, rendi-me, aproveitei o cartão presente que a Associação tinha dado no Natal de 2025 e usei uma parte para a comprar — depois de ter estado na minha lista de coisas a comprar durante mais de 5 anos. 😂
Não digo que a airfryer seja a oitava maravilha do mundo, mas que dá jeito, dá, e para quem gosta de poupar ainda tem algumas vantagens. A primeira é óbvia: não preciso de ligar o forno para fazer meia dúzia de coisas. Para aquecer umas sobras, fazer croquetes, dourar umas pernas de frango ou assar meia dúzia de legumes, resolve a questão sem estar a aquecer um forno inteiro para cozinhar uma quantidade que cabia numa caixa de sapatos. Menos tempo de funcionamento e, em determinadas utilizações, menos consumo de eletricidade. E é rápida — e tempo também é dinheiro... ou, no meu caso, tempo é tempo para fazer mais 37 coisas ao mesmo tempo. 😂
Outra vantagem é aproveitar comida que sobrou. Um frango assado do dia anterior pode ganhar uma segunda vida, umas batatas cozidas podem transformar-se noutra coisa qualquer e aqueles legumes que já começam a olhar para nós do frigorífico com ar de "ou me comes agora ou vou para o lixo" ainda podem ter salvação. Uma das minhas regras de poupança é simples: antes de deitar comida fora, tento perceber se ainda lhe consigo dar uma segunda oportunidade. Também se usa muito menos óleo e, como há menos frigideiras, panelas e salpicos pela cozinha, há ainda menos loiça para lavar. Só isto já me parece uma boa invenção. 😁
As minhas 8 utilizações "à Marisa"
Não faço grandes malabarismos culinários na airfryer. Uso-a sobretudo para coisas práticas: aquecer comida do dia anterior, especialmente quando quero que fique novamente crocante; fazer croquetes, rissóis, nuggets e companhia, diretamente do congelador e com pouco ou nenhum óleo; preparar frango, seja pernas, asas ou bifinhos; assar legumes como courgette, cenoura, pimentos, brócolos ou couve-flor; fazer batatas — embora aqui ainda esteja em investigação científica, porque ainda não acertei com as batatas fritas perfeitas; aquecer pão e fazer torradas; fazer um bolo, claro que não pode ser muito grande nem pode ser muito alto senão não fica bem cozido
; e, finalmente, dar uma nova vida às sobras, porque a minha filosofia é simples: não é sobra, é matéria-prima. 😂
E isto, para mim, também é poupar. Não é apenas gastar menos dinheiro na eletricidade, é aproveitar melhor aquilo que já comprámos.
Mas há coisas para as quais a airfryer ainda não serve...
Por exemplo, o almoço de ontem: arroz de pato. E não, não tentei enfiar o tabuleiro na airfryer. A minha tem 8 litros, que já é uma capacidade bastante simpática, mas há limites. Se tivesse feito o arroz de pato na airfryer, alguém não comia. 😂 Por isso, ontem foi mesmo ao forno, como manda a tradição. Porque uma coisa é poupar, outra é tentar alimentar três pessoas com uma airfryer de 8 litros e depois andarmos todos à pancada pela última colherada de arroz de pato. Também não é preciso exagerar na poupança. 😜
No fundo, é isso que gosto na airfryer: não me veio substituir a cozinha toda, nem o forno, nem as panelas. Veio simplesmente facilitar algumas coisas e evitar alguns gastos desnecessários. E já agora... se alguém souber o segredo das batatas fritas perfeitas na airfryer, pode partilhar. É que eu tenho uma reputação a defender. 😂
















