Ontem, estava a ler algumas mensagens no Facebook e uma delas deixou-me a pensar. A pessoa dizia estar traumatizada depois do que aconteceu com a Kristin e que quando começou a chover, a fazer vento e a trovejar no Domingo quase entrava em pânico.
Não sei se é algo geral, mas, tal como quem escreveu aquela mensagem, também eu sinto algum receio quando o vento começa a soprar mais forte ou quando a chuva cai com intensidade.
Desde 28 de janeiro, parece que alguma coisa mudou. Talvez seja apenas o nosso olhar sobre o tempo, porque agora sabemos aquilo que uma noite de vento e chuva pode trazer.
Ainda vai passar algum tempo até voltarmos a sentir-nos verdadeiramente “normais”.
Já tivemos o antes do Covid e o depois do Covid. Agora, tenho a sensação de que também temos o antes da Kristin e o depois da Kristin.
Porque há acontecimentos que passam… mas deixam marcas.
E talvez esta seja uma delas: a partir de agora, sempre que o vento soprar com mais força, vamos lembrar-nos. E, inevitavelmente, vamos olhar para o céu com um bocadinho mais de preocupação.
Há coisas que mudam por dentro, mesmo quando, por fora, tudo parece voltar ao normal.









