"As coisas más não são o pior que pode nos acontecer. O que de pior pode nos acontecer é NADA..." Richard Bach - Um
quarta-feira, 17 de junho de 2026
CCDRC - Calamidade Kristin
domingo, 14 de junho de 2026
Semana 2
As árvores já estão quase todas retiradas, pelo que a minha cabeça já está mais tranquila.
sábado, 6 de junho de 2026
domingo, 31 de maio de 2026
Burocracias e esperas sem fim
Uma das partes mais desgastantes depois de um acidente ou de uma tempestade não é apenas lidar com os estragos. É também lidar com as burocracias, os processos, os pedidos, os documentos e, sobretudo, os intermináveis tempos de espera.
Os meses passam e continuamos sem respostas concretas.
No caso do seguro relacionado com o acidente de 9/12/2025, o reembolso continua por fazer. Entre contactos, documentação e promessas de análise, o processo arrasta-se sem uma data definida para conclusão.
Também o apoio para reparação da casa e das garagens permanece “em análise” desde 5/2/2026. Quase quatro meses de espera sem qualquer avanço visível ou informação concreta sobre quando haverá uma decisão.
Depois existe ainda o apoio para retirada das árvores derrubadas pela tempestade. Toda a documentação foi enviada a 19/03/2026, dentro dos prazos pedidos, mas até agora não existe qualquer perspetiva de quando poderá haver resposta — ou sequer se algum valor será efetivamente atribuído.
Entretanto, as despesas já foram feitas, o trabalho continua e os problemas não ficam à espera da burocracia. Quem está no terreno tem de resolver, limpar, reparar e avançar, muitas vezes recorrendo ao próprio esforço e carteira.
Percebe-se que existam processos, verificações e análises. Mas quem está do outro lado também precisava de respostas, previsões e alguma rapidez. Porque os prejuízos são imediatos, mas os apoios parecem sempre ficar perdidos no meio de papéis e sistemas.
E no fim sobra aquela sensação já demasiado conhecida: cumprir prazos é obrigatório para quem pede apoio, mas para quem decide ou paga, os meses continuam a passar sem consequências.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Férias… mas de motosserra na mão
As próximas duas semanas vão ser de férias. Mas não daquelas férias de descanso, praia ou viagens. Vão ser dias dedicados a tentar retirar o máximo de lenha que ainda falta limpar dos pinhais, consequência da passagem da tempestade Kristin.
Das cerca de 120 árvores afetadas, ainda faltam retirar aproximadamente 50. E o prazo termina daqui a um mês, por isso é aproveitar cada dia enquanto há forças e tempo.
Felizmente, tudo o que estava nos caminhos ou caído para terrenos vizinhos já foi tratado. Agora falta a parte que está apenas dentro dos nossos terrenos, espalhada por vários locais:
- num terreno ficaram 6 pinheiros mansos;
- noutro, 2 árvores;
- noutro ainda, cerca de 40 árvores entre pinheiros e eucaliptos;
- e por fim mais 2 ou 3 pinheiros e 6 sobreiros arrancados pela força do vento.
E se algumas árvores têm apenas cerca de 2 metros de altura e uns 20 centímetros de diâmetro, outras ultrapassam os 8 metros e têm mais de 50 centímetros de diâmetro. Trabalho duro, pesado e demorado.
Vai ser mais um esforço para tentar recuperar o que a tempestade destruiu. Haja forças para continuar.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Páscoa
Espero que tenham tido uma Páscoa tranquila, com alegria, boa companhia e, se possível… algum descanso (sei que nem sempre é fácil!).
Por aqui, o descanso decidiu tirar férias 😅
Na sexta-feira, fui até Alcobaça comprar um motoserra mais pequeno — daqueles que uma pessoa consegue usar sem parecer que está a entrar num filme de ação. Aproveitámos para almoçar por lá e a tarde foi mais calma, passada em casa.
Sábado começou cedo (como manda a lei de quem tem coisas para fazer) e lá fomos cortar mais três árvores, vítimas da Kristin. À tarde, foi tempo de as transformar em lenha, com a ajuda do rachador que era do meu pai — que continua a dar cartas. Ao fim do dia, ainda houve energia para amassar alguns folares, para garantir que no Domingo estavam bem fofinhos e dignos da ocasião.
Entre cuidar dos animais, regar o que vai resistindo no quintal e dar aquele “jeitinho” básico à casa, ainda fomos à missa. Depois, almoço nos sogros (porque Páscoa que é Páscoa tem mesa cheia) e, a meio da tarde, regresso a casa para a inevitável sessão de passar a ferro e preparar a verdura para a entrada — porque a tradição também se faz de detalhes.
Hoje trabalho sózinho de manhã. À tarde, depois de levar o filhote ao dentista, é dia de visita pascal, com missa às 16h. E como não há rota definida… tanto podem bater à porta às 17h como às 22h. É sempre uma surpresa — quase como um “ovo kinder”, mas versão religiosa 😄
E por aí… ainda se mantém a tradição da visita pascal ou já caiu em desuso?
quarta-feira, 11 de março de 2026
O tempo podia ajudar… 🌧️🌤️
Há alturas em que o tempo parece ter vontade própria — e não falo apenas do que passa nos relógios, mas daquele que manda no céu, no vento e na chuva. Esse tempo, que tantas vezes dita o ritmo de quem vive ligado à terra.
A Depressão Kristin passou com força, como tantas outras tempestades de inverno, e deixou marcas nos pinhais e nos terrenos. Árvores arrancadas pela raiz, outras partidas a meio, muitas tombadas no chão. Um cenário que quem trabalha com a floresta conhece bem: quando o vento leva a melhor, o trabalho multiplica-se.
Mas depois da tempestade vem outra luta — a de esperar.
Já passou cerca de um mês e meio e, olhando para os terrenos, parece que quase tudo ficou na mesma. Não por falta de vontade de trabalhar, mas porque o tempo não tem ajudado. A chuva insiste em cair, os caminhos ficam pesados, os terrenos encharcados. Ir cortar e transportar madeira assim torna-se difícil, muitas vezes impossível. Não é apenas uma questão de esforço; é também de segurança e de conseguir fazer o trabalho como deve ser.
Enquanto os pinhais esperam por dias mais secos, o trabalho continua em casa. Há sempre lenha para arrumar, troncos para cortar, pedaços que estavam guardados à espera de melhores dias — talvez da primavera — para serem tratados com mais calma. Agora vão sendo preparados, serrados e organizados.
É um trabalho que também exige tempo e paciência. Cada pedaço de madeira arrumado é uma pequena forma de preparar o que vem a seguir.Porque quando o tempo finalmente ajudar — quando o sol secar os caminhos e os tratores puderem entrar sem medo de atolar — então será altura de voltar aos pinhais. Cortar o que ficou por tratar, transportar as árvores que ainda estão espalhadas pelo chão e trazer essa madeira para o seu lugar.
E aí, a lenha que agora se arruma em casa dará lugar à que ainda espera lá fora.
No fundo, quem vive ligado à terra aprende cedo uma lição simples: há coisas que dependem de nós… e outras que dependem do tempo. E quando o tempo não ajuda, resta continuar a fazer o que é possível, preparando o caminho para quando ele finalmente decidir colaborar.
Porque na floresta, como na vida, tudo tem o seu tempo. 🌲
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Kristin - Depressão ou Furacão???
Lá por casa voou um telhado/cobertura da zona dos carros e uma telha de acabamento do telhado da casa, contamos com uns 3000€ de arranjo mas temos de aguardar que haja matéria-prima para podermos reparar, para já colocámos um oleado e felizmente não estava nenhum carro debaixo daquela parte do telhado, nos terrenos dezenas e dezenas de árvores caíram (até agora contamos 40 e ainda não fomos aos pinhais propriamente ditos porque não é seguro).









