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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Depósitos a Prazo vs Certificados de Aforro: a batalha dos cêntimos

                                 

Se há coisa que tenho aprendido nos últimos tempos é que o dinheiro não cresce em árvores… mas também não se esforça muito para crescer sozinho 😅

Entre tentar poupar aqui e ali, acabei por diversificar: tenho vários depósitos a prazo e também alguns certificados de aforro. A ideia era simples — não pôr os ovos todos no mesmo cesto e ver qual deles se portava melhor.

Spoiler: há cestos que claramente estão a dormir.

Ora bem, Março foi um mês interessante para estas experiências financeiras cá de casa. Tive dois “eventos” dignos de análise:

  • Um depósito a prazo de 500€ chegou ao fim… e rendeu uns impressionantes 0,90€ de juros. Sim, noventa cêntimos. Nem dá para um café em muitos sítios.
  • Já um certificado de aforro, no valor de 505,96€, rendeu 1,88€.

E pronto, é isto. A luta foi renhida? Nem por isso.

Não estamos a falar de valores astronómicos, é certo, mas a diferença é clara: com valores semelhantes, os certificados de aforro renderam mais do dobro.

Claro que cada produto tem as suas características. Os depósitos a prazo são previsíveis, sabemos exatamente com o que contamos (mesmo que seja pouco). Já os certificados de aforro têm alguma variabilidade, estão ligados a taxas como a Euribor, e podem surpreender — às vezes pela positiva.

Mas olhando para estes números, a pergunta impõe-se: vale a pena “prender” dinheiro num depósito a prazo para receber trocos?

A verdade é que, neste momento, os certificados de aforro parecem estar a ganhar este duelo cá por casa. Não fazem milagres, mas ao menos dão a sensação de que estão a tentar.

No meio disto tudo, fica a lição: mais importante do que escolher o produto “perfeito” é acompanhar, comparar e ir ajustando. Porque se há coisa que o meu depósito de 0,90€ me ensinou… é que até o dinheiro precisa de motivação para trabalhar 😄

E por aí, como é que o vosso dinheiro se anda a portar?

segunda-feira, 30 de março de 2026

Certificados de Aforro - 1º Trimestre

Também já posso encerrar o trimestre pois o último certificado de aforro venceu ontem, e, seguindo a ideia da Teia ora então vamos lá resumir:


E esta diferença prende-se mais com a série F, apenas comecei a aplicar dinheiro no primeiro trimestre de 2025 pelo que só no segundo é que comecei a ter juros.

O total anual de 2025 é o valor real, o de 2026 é o previsional. Este ano ainda não coloquei dinheiro nos Certificados, para já está na conta à ordem, à espera de Abril e assim faço com um valor mais elevado, tentar igual as poupanças do ano passado, com todos estes aumentos, parece difícil mas vou tentar.

Só para esclarecer o valor investido na série F é quase o dobro do investido na série E e o valor foi 5,74€ a menos...

Se o valor anual fosse mensal já era qualquer coisa de jeito, assim vamos sonhando com valores mais altos (Na série E dá para ter bem a noção do quanto desceram as taxas de juro 6,70€ de diferença de um ano para o outro).

domingo, 8 de março de 2026

Aprendizagens para a vida

Li dois livros sobre dinheiro há mais de 15 anos que, curiosamente, ainda hoje influenciam a forma como penso sobre finanças pessoais.

Um foi o Pai Rico, Pai Pobre. O outro foi O Homem Mais Rico da Babilónia.

Na altura achei aquilo quase revolucionário. Hoje olho para trás e percebo que algumas das ideias que lá estavam ficaram mesmo comigo. Outras… continuam a parecer-me um bocadinho optimistas demais.

Uma das ideias que ficou foi a regra de pagar a mim próprio primeiro.

Na prática significa algo muito simples: assim que o salário entra na conta, tirar logo uma parte para poupança. No meu caso, os famosos 10%.

Não no fim do mês. No início. Porque no fim do mês normalmente já não sobra nada.

Outra ideia que ficou foi viver abaixo das possibilidades.

Isto parece básico, mas é provavelmente uma das coisas mais difíceis de fazer quando os rendimentos começam a subir. É muito fácil aumentar o estilo de vida à mesma velocidade (ou mais rápido) do que aumenta o salário.

Um carro um pouco melhor. Uma casa um pouco maior. Mais umas subscrições aqui e ali.

De repente ganha-se mais, mas a folga financeira continua exatamente igual.

Estes livros ajudaram-me a perceber uma coisa simples: a diferença entre o que ganhamos e o que gastamos é liberdade.

E isso, ao longo dos anos, faz muita diferença.

Outra ideia que aparece muito nestes livros é o tal poder dos juros compostos e do investimento ao longo do tempo.

Na altura parecia quase teoria.

Hoje percebo melhor a lógica: pequenas quantias investidas de forma consistente durante muitos anos acabam por ganhar um peso interessante. Não porque exista algum truque mágico, mas porque o tempo faz grande parte do trabalho.

Claro que depois há a parte que sempre me pareceu… um pouco mais difícil de replicar.

Refiro-me às histórias de comprar imóveis super baratos e vendê-los pouco tempo depois pelo dobro do preço.

Nos livros isso aparece com uma facilidade impressionante. Quase parece que basta sair à rua e tropeçamos em três oportunidades dessas.

Confesso que, pelo menos no meio em que vivo, nunca vi nada parecido com essa frequência.

Talvez existam.

Talvez aconteçam para quem está mesmo dentro do mercado.

Mas não é propriamente algo que apareça todas as semanas.

Dito isto, se alguém souber onde se compram casas ao preço da chuva para vender pelo dobro duas semanas depois… aceitam-se dicas.

Apesar destas partes mais “optimistas”, a verdade é que os princípios básicos destes livros continuam a fazer sentido muitos anos depois.

Poupar primeiro.

Gastar com alguma cabeça.

Evitar dívidas desnecessárias.

E investir de forma consistente ao longo do tempo.

Nada disto é muito excitante.

Mas provavelmente é por isso mesmo que funciona.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Como transformar rissóis em liberdade financeira

Penso que já não poupava um valor tão jeitoso há alguns anos 💪

Apesar de todos os contratempos, consegui atingir o objetivo que tinha definido no início do ano. E, depois de o alcançar em Outubro, estabeleci um segundo objetivo — que também foi cumprido 🎯

No total, 70% dos valores recebidos foram diretamente para a poupança 💰
Fazendo as contas (sim, fiz mesmo 😅), isto significa que 1 ano de trabalho dá-me 1 ano e meio de Liberdade Financeira.
A manter este nível de poupança, poderia “reformar-me” daqui a 8 anos, em vez de daqui a 20… e parecendo que não, é uma diferença gigante 😌

Tal como na casa da Teia, por aqui quase nunca se come só rissóis 🙂
Às vezes há rissóis, outras vezes há rissóis e sobremesa — tudo depende das prioridades 😄

E é mesmo disso que se trata: prioridades.
Se o meu objetivo é conseguir deixar de trabalhar antes dos 68 anos e mais uns meses (quem os contou que não se acuse 🙈), então tenho mesmo de poupar agora o máximo possível. Caso contrário, ainda me esperam mais 20 ou 21 anos de trabalho… e não, obrigada 😬

Se, quando estive desempregada, depois de me descontarem 34,75% mensalmente ao valor a que tinha direito, os euros chegavam 🤷‍♀️, agora só tenho de conseguir poupar pelo menos a diferença entre o que recebo hoje e o que recebia nessa altura.
Esse foi o meu grande objetivo para este ano — e missão cumprida ✔️

Para 2026, o plano passa por manter algo dentro do mesmo valor 📊 — se não for aumentada em Janeiro.
Caso contrário… elevo a fasquia um bocadinho mais 🚀 (porque já percebi que afinal consigo).

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Como transformar vales em prendas (e ainda sobrar dinheiro)

Não sei se sabem, mas a Worten está com uma campanha em que, na compra de 3 pequenos eletrodomésticos da mesma marca, só se pagam 2 — o mais barato é oferta — em marcas selecionadas.

Aproveitando os 40€ que recebi do Continente, ontem fui até à Worten e escolhi 3 artigos da marca Flama. Assim, despachei logo 2 prendas de Natal e ainda fiquei com um suplente para um próximo aniversário 🎁
Poupança planeada, sem stress de última hora.

O valor total das compras rondava os 72€. Como um dos artigos foi oferta, ficaram cerca de 52€ a pagar.
No cartão tinha os 40€ e ainda 22€ que tinha obrigatoriamente de gastar esta semana, o que significa que não gastei dinheiro “real”.

E não só isso: ainda ficaram 8€ de saldo no cartão 💳✨

É isto que eu chamo poupança inteligente: aproveitar campanhas que já fazem sentido, usar saldo acumulado e transformar compras normais em compras estratégicas.
No fim, resolvem-se prendas, evita-se gastar dinheiro do orçamento mensal e ainda sobra saldo.

Confesso que sabe mesmo bem fazer compras assim 😄
Talvez não seja riqueza… mas anda lá muito perto.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Antecipando o Dia Mundial da Poupança... Só Vejo Taxas e Mais Taxas!

Hoje, antecipando o Dia Mundial da Poupança, resolvi fazer aquilo que ando a adiar há semanas: rever os meus investimentos e tentar perceber para onde vai o meu dinheiro — ou melhor, onde é que ele ainda consegue render alguma coisa. Peguei nos Certificados de Aforro, abri os sites, consultei tabelas, fiz contas… e acabei com mais dúvidas do que certezas.

Esta treta de andarem constantemente a mexer nas taxas dos Certificados de Aforro está a dar comigo em doida. Uma pessoa tenta ser organizada, informada, faz escolhas com base em dados — e quando dá por ela, pumba, mudaram outra vez a taxa! Já nem sei se estou a poupar, a empatar ou simplesmente a ser passada para trás com um sorriso.

Houve uma altura em que os Certificados de Aforro eram o “porto seguro”. Tinham uma taxa jeitosa, o risco era praticamente nulo, e ainda se podia dormir descansado. Agora? Parece um jogo de adivinhação. As regras mudam a meio do jogo, há séries novas, séries antigas, limites disto e daquilo, e no fim, quem quer apenas poupar sem ter de ser economista sente-se... perdida.

E atenção, não estou contra ajustarem as taxas se houver uma boa razão. Mas a falta de estabilidade e previsibilidade está a tornar impossível fazer um planeamento financeiro minimamente decente. É cansativo ter de andar sempre atrás do prejuízo.

Neste Dia da Poupança, a minha conclusão é simples: poupar já não é só uma questão de disciplina — é uma verdadeira ginástica mental. E sim, continuo a acreditar que é importante, mas confesso que ando com saudades dos tempos em que os produtos de poupança do Estado eram mais simples e transparentes.

Se calhar, o verdadeiro desafio agora é encontrar formas de poupar... paciência.

E por aí como andam essas poupanças?

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Efeitos da Euribor nos Certificados de Aforro

Ontem venceram-se dois certificados de aforro que tinha constituído em Janeiro, Série F, 2,5%, 15 anos que dava uma taxa líquida de 1,8%. Agora, 6 meses depois a taxa líquida foi de 1,748%, pode não parecer uma diferença muito grande mas dependendo do dinheiro aplicado podem ser alguns euros.

Como dizia a Teia, os Certificados já não estão a pagar como antes. 

Pelos vistos eu tinha a ideia errada de que a taxa inicial nunca poderia baixar, que a descida das taxas afetaria apenas o juro, ou seja se eu tivesse 1000€ iniciais esses 1000€ seriam sempre a 2,5%(1,80%) e se a taxa baixasse apenas os juros que tivesse acumulado ao longo do tempo é que seriam tributados a essa nova taxa... e continuo a achar que era assim que devia ser mas pronto, pelos vistos não é....

terça-feira, 1 de julho de 2025

Subsídio de Férias e Poupanças

Hoje foi dia de "São Receber" e tive a agradável surpresa de receber o Subsídio de Férias, e agradável porquê, porque foi bem mais do que estava à espera, pois que não foi os proporcionais ao tempo trabalhado, não foi um ano mas sim pagaram os 3 meses do ano passado e este ano completo, o meu contrato termina a 8/10/2025 e pagaram-me o ano todo... 

Penso que 25 anos e 7 empresas depois é a primeira vez que fazem deste modo, normalmente, no primeiro ano, ou era os proporcionais dos meses trabalhados ou só pagavam completo no fim do contrato. 

Agora lá irei analisar os depósitos a prazo da CGD e do MTP e os Certificados de Aforro para ver em qual colocarei este valor que não contava.

quarta-feira, 21 de maio de 2025

As contas que muitos não fazem...

Hoje estive a fazer algumas contas básicas, mesmo por alto, sobre o quanto poupo por não fazer ou comprar determinadas coisas, escolhas minhas, que têm um grande impacto nas poupanças anuais, assim: (apenas considero valores para uma pessoa, se for um casal é só duplicar valores)

  1. Levar marmita para o trabalho em vez de almoçar fora diariamente: 
    • 8 €/refeição * 22 dias * 11 meses = +/- 2. 000 €
  2. Não beber café
    • 0,60€ * 30 dias * 12 meses = +/- 220€ 
  3. Não fumar
    • 5€ * 3 maços por mês * 12 meses = +/- 180€ (se fumasse apenas!! 2 cigarros por dia)
  4. Não ir ao cabeleireiro mensalmente, não preciso, cabelo comprido e escorrido, é só cortar as pontas
    • 10€ * 12 meses = +/- 120€
  5. Não ir à esteticista, porque faço tudo em casa
    • 15€ (se verniz gel e que durasse 3 semanas) * 17 vezes no ano = +/- 255€
    • uma sessão de depilação de 4 em 4 semanas, por ex meia-perna, axila e virilhas =  75€ * 12 meses = 900€
  6. Não comprar revistas/jornais/etc
    • Por ex. TVGuia uma vez por semana = 52 semanas * 2,20€ = 115€
  7. Não tomar o pequeno almoço fora (ex galão ou meia de leite e um bolo ou torrada)
    • 3€ * 365 dias = 1095€
  8. Tantas outras coisas que por ter quintal posso cultivar em vez de comprar mas para as quais não tenho um valor fixo...

A brincar a brincar são cerca de 5.000€.

Existem imensos artigos/blogues a falar em formas de reduzir custos de forma a conseguirmos poupar, mas e para que, já faz tudo isso, vai poupar onde? Aceitam-se sugestões :)

quinta-feira, 27 de março de 2025

Ser Influenciada vs Ser Influencer

Eu sou daquelas pessoas que os vendedores odeiam, por mais "banha da cobra" que me tentem impingir não me conseguem convencer a comprar nada que eu não queira. Quando compro algo é porque já contava fazê-lo mais cedo ou mais tarde. 

Isto para dizer que voltei a ser influenciada pela ateiados20maisx, não para comprar as pulseiras que ela faz e vende mas para fazer mais um Certificado de Aforro, antes que baixem dos 2,5%. Claro que já tinha ideia de o fazer mas com um valor mais alto, mas "por causa dela" fiz mesmo com o que tinha disponível na conta à ordem. Ainda tenho o Cartão Refeição, uma outra conta "de trocos", saldo no cartão continente e galp e o envelope "das galinhas", para usar nos próximos dias.

quarta-feira, 26 de março de 2025

PPR

Quanto mais pesquiso mais dúvidas tenho, como o filósofo Sócrates disse "Só sei que nada sei".

Antigamente investir num PPR era algo simples, agora verifico que estão todos associados a ações que podem ou não valorizar no tempo.

O objetivo era ver o dinheiro a crescer e ter uma reforma melhor, mas sinceramente não sei se será assim tão boa aposta.

Em termos globais, e consoante a idade de quem subscreve um PPR, a poupança fiscal pode traduzir-se num montante de até 400€ por ano, atualmente para ter o máximo de benefício de IRS seria aplicar 1750€ para obter 350€ de "reembolso" no imposto.

Por exemplo, se decidir levantar a totalidade do capital, pagaria uma taxa de apenas 8% sobre o rendimento obtido, em vez do imposto de 28% aplicado à generalidade dos produtos de poupança. Porém, para usufruir desta taxa reduzida, teria de fazer o resgate nos seguintes termos: (consultei o site do banco CTT e outros)

  • 5 anos após a subscrição;
  • Se tiver 60 anos ou mais;
  • Em caso de reforma por velhice;
  • Independentemente da idade, se o dinheiro for usado para pagar as prestações do crédito à habitação, mas não para amortizá-lo antecipadamente.

Por aí? alguém tem ou pensa fazer um PPR nos próximos tempos?

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Mais um CAforro

Seguindo a ideia da Teia em que sempre que tem poupanças acima dos 100€ faz um CAforro eu fiz mais um, juntei as poupanças de Janeiro e Fevereiro e acrescentei um zero ao valor da Teia. Não coloco tudo em CAforro porque com prazos de 15 anos, já serei velhota quando eles vencerem mas vou fazendo alguns :)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Como Lidar com as Finanças num Mês Apertado

Este mês podia ser excelente, mas já começa mal, enfim, mas vamos falar de Finanças, que este mês é mais curto e ainda falta o meu aniversário :)

Algumas dicas para Lidar com as Finanças num Mês Apertado:

  1. Prioriza o essencial
    Primeiro, foca-te no que realmente importa: alimentação, transporte e contas essenciais. Tudo o que não é urgente pode esperar.

  2. Revê os teus gastos
    Dá uma olhada nas despesas que podes cortar. Talvez aquela subscrição de streaming não seja tão necessária ou podes cozinhar mais em casa e evitar o take-away.

  3. Apanha as promoções
    Supermercado, farmácia, até transporte – fica de olho nas promoções e descontos! Aproveitar o que está em saldos pode fazer uma grande diferença no final do mês.

  4. Pequenas alegrias, mas com moderação
    Sabemos que um café na rua ou um pequeno capricho podem ser tentadores, mas define um limite. Toma uma pausa para um café em casa e guarda a diferença.

  5. Evita as compras por impulso
    As promoções são ótimas, mas não caímos na tentação de comprar coisas só porque estão em saldo. Pergunta a ti mesmo: “Eu realmente preciso disso?”

  6. Cria uma reserva de emergência (para o futuro)
    Não precisa ser uma fortuna, mas é sempre bom ter uma poupança para meses mais complicados. Não te esqueças de continuar a poupar, mesmo que seja pouco.

  7. Pede ajuda se necessário
    Se estiveres mesmo a apertar, não hesites em falar com um especialista financeiro. Às vezes, uma pequena orientação pode fazer milagres.


E pronto! O segredo é manter a calma, fazer escolhas conscientes e não se sentir mal por estar a ajustar o orçamento. Vai correr bem!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Chat GPT

Quem diria, que depois de ler num blog, me iria render ao menu semanal do ChatGPT para poupar a carteira e ganhar no sabor e saúde.

Usei a frase da CatPoupança que recebi por e-mail:

"preciso que faças uma ementa semanal de refeições para 3 pessoas. Essa ementa deve estar dividida por almoço e jantar e ser o mais detalhada possível. Procuro sugestões de refeições descomplicadas, práticas e saudáveis." 

e o chatGPT fez o resto, foi só copiar para o word e formatar ao meu gosto, inclusivé dá para pedir para ele fazer a lista de compras

"faz-me a lista de compras para as refeições que me apresentaste"

ADOREI, até porque programar marmitas para o filhote levar para Coimbra, para eu e o marido levarmos para o almoço e fazer os jantares todos os dias já me estava a deixar sem ideias e acabava por repetir imenso as refeições.

Experimentem escrever "o que sabes sobre o blog marisareis.blogspot.pt?", faz um resumo muito giro do nosso próprio blog.(Adaptem com o nome dos vossos blogues).

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Liberdade Financeira

Estive a organizar os meus Mapas e cheguei à conclusão que ainda tenho que trabalhar muuuuuiiiiito, ou então assaltar um banco :)

Apesar de ter várias poupanças, só poderia deixar de trabalhar e viver dos rendimentos se tivesse 10 vezes mais € a render... ou seja, com as taxas de juro atuais, preciso de mais umas vidas para isso acontecer :)

Se os juros que recebo no fim de um ano, fossem mensais, já poderia pensar em descansar e trabalhar apenas no que me desse prazer... assim, tenho de ir trabalhando e poupando para um dia lá chegar, até porque a Segurança Social diz que ainda tenho de trabalhar 22 anos até poder ser reformada :( e poder viajar em vez de estar fechada num escritório 8h/dia.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Metas Financeiras para 2025

Pegando no que li ontem, ainda não defini metas para este ano, desde domingo que ando a reinvestir depósitos a prazo e a fazer contas (2,1% MTP, 2,2% CGD, 2,5% CAforro)...tenho dividido por estes 3 mas com as taxas sempre a mudar temos de estar sempre alerta. Este mês devo gastar o cartão DA, que a Associação onde trabalho me deu no Natal, o desconto acumulado no cartão Continente e tentar não "me esticar" muito mais nas despesas, se necessário ainda há o cartão refeição, mas estava a guardar para o próximo mês, assim dia 9/2, quando vence o outro depósito, pode ser que possa aumentar o montante depositado.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Depósitos a Prazo / Poupanças

Como já referi algumas vezes tenho algumas contas poupança ou dep.a prazo com pequenos montantes em duas instituições bancárias diferentes. 

Hoje era o vencimento de uma delas, que voltei a aplicar pelo mesmo valor e por 3 meses, pois era a melhor taxa, 2,1%, deixando o juro na conta poupança associada e assim no final do ano consigo saber quanto recebi de juros das poupanças. 

Ora, como quando consulto um banco, consulto o outro, verifiquei que um dos depósitos tinha vencido e renovado automaticamente ontem, tendo ido o juro para a conta á ordem, o problema do renovar automaticamente é que, quando fiz o depósito inicialmente, a 14/07/2024 a taxa era 3 %, quando renovou a 14/10 nem reparei a quanto é que estava e agora na nova renovação aparecia 0,35%, então em poucos minutos fiz o resgate desse depósito e criei outro a 2,2% por 3 meses e com renovação automática, se a 15/04 voltarem a baixar a taxa, voltarei a repetir o que fiz hoje, pode parecer pouco, e é, mas sempre recebo mais 1,85% do que se não tivesse feito nada...em por ex. 1000€ são 4,65€ em 3 meses e para mim isso é dinheiro....grão a grão... e agora por curiosidade fui fazer contas e em Outubro já renovou a 0,35% ou seja chamam ao Depósito Aforro 3M mas na realidade só nos primeiros 3 meses é que a taxa é os 2,2%, quando renova passa para 0,35%....já procurei na Ficha de Informação Normalizada e não vejo nada disso escrito. 

Conclusão: temos de estar sempre atentos às nossas contas, porque ninguém o faz por nós.

sábado, 23 de março de 2019

A arte de Poupar

É fácil reformar-mo-nos ao fim de 20 anos se tivermos ordenados altos e tivermos sido poupados, no meu caso específico em 19 anos tenho poupado imenso mas não dá para me reformar pois os ordenados não eram altos e como tenho um filho de 13 anos então não dá mesmo para me reformar... mas tenho pena :)

Custa mais no início mas com o passar dos anos é mais fácil poupar, eu coloco sempre um valor certo noutra conta no início de cada mês, há alguns anos pensei em ser um valor  de 10% mas como o ordenado não era sempre igual arredondei para um valor fixo mais ou menos equivalente aos 10% e no final o que sobrava na conta à ordem mantinha nela até ter um valor por exemplo de 1000€ e colocava numa conta a prazo, nem que fosse por 3 meses, quando tinha por exemplo várias contas de 1000€ no final do ano agrupava. Desde que estou desempregada e apesar de o subsídio de desemprego ser apenas 65% do salário que tinha continuo a colocar o valor que tinha previamente acordado com o banco o que me obriga a fazer mais contas para que no final chegue e ainda sobre algo no final do mês.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O que fazer quando recebemos o salário?

Como sabem, neste momento estou desempregada e a receber subsídio de desemprego ao dia 25 de cada mês, assim tive que alterar algumas rotinas do dia 1 para o dia 25. Sempre fui muito poupada e isso valeu-me paz de espírito nesta fase em que a Segurança Social fica com 35% do Subsídio em vez de transferir 100%. Nunca fui aquela pessoa que assim que recebia ia comemorar, não, sempre soube controlar esse impulso e assim nunca "sobrar mês".
Ao receber o seu salário, separe um valor a ser poupado
Faça isso na hora que seu pagamento for creditado na conta, existem algumas formas de fazer isso e garantir que uma parte do seu salário seja devidamente guardado, mas a melhor delas ainda é a transferência automática.
Certamente o seu banco tem essa funcionalidade que pode ser programada através do internet banking, telefone ou pessoalmente na agência bancária. Se receber o seu salário no dia 30, programe uma transferência a ser feita mensalmente ao dia 30, da sua conta corrente para sua poupança , dessa forma nem precisa se preocupar ou ter que lembrar de tomar alguma acção para que isso aconteça e até se vai esquecer dele pois é como se nunca tivesse existido.
O valor que vai poupar depende muito das prioridades e da sua situação financeira actual.

Eu recomendo muito, depois de ter lido já imensos livros sobre finanças/poupança, que se deve considerar poupar 10% do salário líquido. Pode parecer muito, mas quando se faz a transferência automaticamente no dia que se recebe acabamos adaptando o orçamento e não contamos mais com esse valor. E o melhor, pode-se poupar para realizar algum sonho, para alguma emergência, ou os dois.
Exemplo: Vamos supor que você recebe 1.000,00 líquido de salário (usando número “redondo” para facilitar a conta!, quem me dera receber este valor mas fora de Lisboa é muuuuuito difícil). Separe, via transferência automática, 100,00 para ser poupado. Sobram 900,00 para a próxima fase!
Separe o valor das suas despesas fixas
Prioridades primeiro: verifique quais as despesas fixas para saber qual o valor a ser destinado para o pagamento dessas contas. São despesas consideradas fixas a renda ou o empréstimo de imóvel, carro, condomínio, luz, água, gás, educação, transporte, alimentação, plano de saúde (e outras despesas relacionadas).
São as despesas essenciais para a manutenção da casa e da família.
Idealmente, o valor das suas despesas fixas não deve ultrapassar 50% da remuneração líquida. 
Continuando com o mesmo exemplo: após poupar 10% do seu salário líquido, ficou 900,00 para distribuir entre as  despesas fixas e as despesas variáveis. Vamos supor que o empréstimo da casa são 250,00, o condomínio são 75,00,  25,00 de água, 50,00 de luz, 100,00 de transporte, Supermercado 200,00, 50,00 de TV+Tlm+Internet (valores totalmente ilustrativos e sem intenção nenhuma de refletir a realidade, ok?). 
O total dessas despesas é de 750,00.
Ao fazer estas contas verificamos que os gastos fixos estão altos demais para o salário – neste caso, somam 75% do salário líquido, muito além dos 50% recomendados. 
Agora pode-se tomar as decisões necessárias: economizar na conta de luz e de água, diminuir gastos com transporte, trocar para um telemóvel pré-pago, cancelar a TV cabo, até decisões maiores como encontrar um local onde a renda ou o condomínio sejam mais baratos.
Pode também tentar equilibrar o outro lado da balança, aumentando os rendimentos, ainda que temporariamente: vender roupa, objectos de decoração, livros, etc, que já não precise, arrumar um part-time temporário, revender produtos de beleza, etc. para tentar equilibrar a vida financeira.

Se conseguir aumentar um pouco os rendimentos e diminuir as despesas, excelente, é o caminho certo para uma vida sem dívidas e com poupanças.
Um último passo a fazer logo após receber o salário.
Direccionar parte do valor restante para despesas variáveis
E o que são as despesas variáveis: entretenimento, vestuário, calçado, livros, compras, e qualquer outro gasto que não seja essencial. Ao contrário das suas despesas fixas, que normalmente não podem ser interrompidas, esses gastos não só podem como devem ser suspensos sempre que necessário.
No exemplo, sobraram apenas 150,00 no final do mês, após a poupança e as contas.

Vamos supor que há um aniversário neste mês e quer dar um presente, ou precisa comprar um presente para alguém querido, e acabou gastando 50,00. Começamos com 1.000,00 e terminamos com 100,00.
Claro que este exemplo é fictício, mas o objectivo foi demonstrar que, com algumas acções muito simples, consegue-se determinar, de forma geral, onde está o problema com as nossas finanças: pode estar nas suas despesas fixas, nos gastos variáveis, ou no fato de não se conseguir poupar nada do salário. A notícia boa é que, em qualquer um dos casos, é possível determinar algumas acções que vão ajudar a sair do vermelho – ou permanecer no azul.