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sexta-feira, 18 de março de 2022

Q - 736 - Missão Ucrânia

A Missão Ucrânia do meu concelho, composta por 23 veículos entre autocarros e carrinhas partiu dia 11/03, dividiu-se em duas rotas com os veículos cheios de mantimentos e equipamentos médicos, uma com destino Polónia e a outra com destino Roménia e é nesta que estão integrados os professores da escola do meu filho, serão os primeiros a chegar e têm a chegada prevista para hoje. Como já antes tinha dito era objetivo da escola angariar fundos para a viagem de uma das carrinhas, cerca de 1.500€ no final da campanha tinham angariado 6.049€ que ajudou a custear as despesas de mais 3...

Ontem ao ver um dos diretos deles chorei, as histórias de vida que eles contaram, tanto dos refugiados que vêm na carrinha deles, como as de outras carrinhas eram más demais, contaram ainda, em relação aos que foram à Polónia que para além de terem tido um autocarro que avariou (já está ok), devido aos bombardeamentos(um grupo que era para vir teve a cidade bombardeada horas antes e ficaram sem saber se eles tinham sobrevivido, como tal reorganizaram-se para trazer outras pessoas.....horas depois souberam que afinal estavam bem mas sem transporte para poderem ir ter ao local de encontro e tiveram de fretar 2 autocarros polacos para ir buscar e trazer as 86 crianças e o padre que as acompanhava e arranjar 19000€ para pagar essas viagens, coisa que eles disseram ter conseguido em apenas 2 ou 3 horas, tal é a lista imensa de contactos por trás de uma viagem destas), assim a equipa que foi para a Polónia irá chegar noutro dia, ainda não sabem se sábado ou domingo... histórias más para quem ouve mas demasiado intensas para quem as viveu. 

Regiao de Leiria

A ansiedade pela chegada desta caravana que era para trazer 100 pessoas e já conta com perto de 300 é imensa, que Deus os proteja nesta reta final...

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Em defesa da escola.


Há quase 27 anos eu escolhi o IEJ, terminava o ano de 1989 e eu ia para o 7º ano, a alternativa pública era a 10 km da minha casa e o IEJ ficava a 4 km, tinha melhores condições e não tinha a má fama. Os anos foram passando a a escola foi crescendo tal como eu, de cerca de 400 passaram a 1000 alunos, mas sempre o sentimento de pertença, de família, sentimento esse que nos faz reunir uma vez por ano num jantar. Das cerca de 20 salas de aula passaram a dezenas, desde biblioteca, laboratórios, oficinas, clubes, rádio, salas de convívio, pavilhões cobertos, campos de basquete, vólei de praia, etc. Digo com orgulho que faço parte dos pioneiros do IEJ, ali sorri, ali chorei, ali cresci, ali vivi e ali fui feliz, sentimentos esses que queria partilhar com o meu filho que iniciou este ano o seu percurso lá... mas o lá parece estar a ficar impossível de continuar e isso deixa-me muito triste. Eu escolhi, eu tive liberdade para escolher, porque é que o meu filho não pode continuar na escolha que fez, porque é que ele e todos os outros terão que ir para uma escola sem condições, sem acompanhamento e acima de tudo sem o sentimento de pertença, de família, de apoio que sempre ali sentimos, porquê ?????