sexta-feira, 27 de março de 2026

Cansaço


Os meus gatos de rua na brincadeira no quintal...

Ultimamente sinto-me extremamente cansada. Mas não é aquele cansaço bonito de quem foi ao ginásio e agora merece um batido de proteína e uma selfie. Não. É aquele cansaço raiz, profundo, quase espiritual.

Não sei se é da idade (não vamos entrar por aí), se é de ter responsabilidades a mais, ou se o universo decidiu pôr-me à prova tipo reality show: “Vamos ver quantos problemas ela aguenta resolver numa semana.”

Spoiler: resolves um… aparecem logo dois. Isto já não é azar, é multiplicação automática. Estou praticamente a gerir uma startup de problemas.

Depois há a parte divertida — ou melhor, burocrática. Mais de 100 árvores para tratar em Porto de Mós, mais de mil em Ourém, e possivelmente ainda vão ser “vendadas” (o que quer que isso signifique no meio deste circo todo).

E claro, não podia faltar o elenco habitual:
BUPI, ICNF, SI-ICNF… parece que estou a lançar passwords aleatórias em vez de lidar com entidades. Só falta pedirem um captcha a dizer “prove que não é um robô” — sinceramente, às vezes nem eu tenho a certeza.

A melhor parte? Os sistemas não comunicam entre si. Zero. Nada. Nicles. Cada plataforma vive na sua bolha, como se nunca tivesse ouvido falar das outras. É quase poético… se não desse vontade de atirar o computador pela janela.

E os apoios? Ah, os apoios… esses seres mitológicos que toda a gente diz que existem, mas que ninguém vê. Tipo unicórnios, mas com mais papelada.

No meio disto tudo, cá estou eu. Cansada, sim. Mas funcional. Mais ou menos. Com um nível de sarcasmo a aumentar proporcionalmente ao número de problemas.

Conclusão: se alguém souber onde se desliga isto tudo por 48 horas, agradeço. Prometo voltar com mais paciência… ou pelo menos com melhores piadas.

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