"As coisas más não são o pior que pode nos acontecer. O que de pior pode nos acontecer é NADA..." Richard Bach - Um
quarta-feira, 24 de junho de 2026
IA ao serviço da seleção
terça-feira, 23 de junho de 2026
Surpresas boas...
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Formação
quarta-feira, 17 de junho de 2026
CCDRC - Calamidade Kristin
terça-feira, 16 de junho de 2026
Recompensas da Trading 212
A Trading 212 selecionou algumas das pessoas que usam a plataforma para "oferecer recompensas", mas apenas receberemos a recompensa se as primeiras 5 pessoas que se inscreverem com o nosso link, depositarem valores e não cancelarem a conta nos próximos meses, depois tanto nós como a pessoa que se inscreveu com o nosso link, recebe uma fração de um ETF.
Para além da Cláudia, agora temos a Teia a pensar no assunto :)
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Quando 8 Dias de Férias Revelam um Problema de Gestão
As férias são um direito fundamental de qualquer trabalhador. Servem para descansar, recuperar energias e regressar ao trabalho com maior motivação e produtividade. No entanto, quando uma ausência de apenas oito dias úteis é suficiente para expor falhas graves na organização de uma equipa ou de uma estrutura administrativa, talvez o problema não esteja na ausência de quem foi de férias.
Após oito dias úteis de "descanso", o regresso ao trabalho trouxe uma realidade desanimadora: praticamente todos os assuntos que tinham sido deixados encaminhados continuavam exatamente no mesmo ponto. Pior ainda, durante cerca de quinze dias deixaram de ser executadas tarefas que deveriam ocorrer diariamente e que são essenciais ao normal funcionamento da organização.
Entre as atividades que ficaram por realizar contam-se o envio diário de concursos públicos aos associados, a emissão e envio de recibos, o lançamento de faturas e notas de crédito de fornecedores, bem como a emissão de notas de pagamento. Paralelamente, processos relacionados com alvarás e certificados permaneceram pendentes por falta de documentação ou acompanhamento.
Como consequência direta desta falta de acompanhamento, um dos prazos para submissão de uma declaração acabou por expirar. O trabalho teve de ser repetido integralmente, com todos os custos de tempo e recursos que isso implica, situação que poderia ter sido facilmente evitada com uma gestão adequada das responsabilidades.
A justificação apresentada foi simples: havia muito trabalho. Contudo, esta explicação levanta algumas questões legítimas. Se uma ausência de oito dias úteis foi suficiente para provocar este acumular de tarefas e até o incumprimento de prazos, como se explica que, noutras ocasiões, ausências significativamente mais prolongadas tenham sido geridas sem consequências semelhantes?
A comparação torna-se inevitável. Quando um colega esteve ausente durante vinte dias úteis, foi possível assegurar a continuidade do serviço, cumprir prazos, evitar caducidades e garantir que as tarefas essenciais fossem realizadas dentro dos timings previstos. Isto demonstra que, mais do que uma questão de volume de trabalho, estamos perante uma questão de organização, compromisso e distribuição eficaz de responsabilidades.
Este tipo de situações gera um sentimento de injustiça que é comum em muitas organizações. Frequentemente, verifica-se que os colaboradores mais empenhados acabam por assumir uma carga de trabalho superior, compensando falhas alheias para garantir que o serviço não seja prejudicado. Entretanto, aqueles que ocupam posições mais bem remuneradas nem sempre apresentam um nível de produtividade ou responsabilidade proporcional às funções que desempenham.
O problema não está apenas no trabalho que fica por fazer. Está também na mensagem que se transmite às equipas: que o esforço adicional de alguns é considerado normal, enquanto a falta de desempenho de outros encontra sempre uma justificação aceitável. A longo prazo, esta realidade mina a motivação, reduz o espírito de equipa e alimenta um sentimento de desvalorização entre os profissionais que mantêm a organização a funcionar diariamente.
Uma estrutura saudável não deve depender de uma única pessoa para garantir o cumprimento de tarefas críticas, mas também não pode aceitar que processos essenciais fiquem paralisados por uma ausência de apenas alguns dias. A verdadeira eficiência mede-se precisamente pela capacidade de assegurar a continuidade do serviço independentemente de quem está presente ou ausente.
Talvez a principal reflexão seja esta: quando o trabalho acumulado de oito dias se transforma num problema generalizado, a questão não é quem esteve de férias. A questão é perceber porque razão uma organização não consegue manter o seu funcionamento normal durante uma ausência tão curta. E, sobretudo, porque continuam a existir diferenças tão grandes entre aquilo que alguns profissionais entregam e aquilo que outros efetivamente produzem.
domingo, 14 de junho de 2026
Semana 2
As árvores já estão quase todas retiradas, pelo que a minha cabeça já está mais tranquila.
sábado, 6 de junho de 2026
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Saudades dos anos 90
Às vezes dou por mim cheia de saudades dos anos 90.
Talvez porque era mais nova. Talvez porque a vida parecia mais leve. Talvez porque havia uma felicidade mais simples, menos complicada e menos cansada.
Mas acho que, acima de tudo, tenho saudades da liberdade que existia naquela altura.
É curioso pensar nisso hoje, porque teoricamente temos mais liberdade do que nunca. Um telemóvel permite-nos falar com qualquer pessoa a qualquer hora, trabalhar em qualquer lugar, ver séries, jogar, ler, ouvir música, aprender coisas novas. Temos tudo na mão.
E ao mesmo tempo… somos reféns disso tudo.
Das notificações. Das apps. Das mensagens. Dos jogos. Dos vídeos. Dos doramas “só mais um episódio”. Das redes sociais onde vamos “só cinco minutos” e quando damos conta passou uma hora.
E digo isto sem crítica absoluta, porque eu própria gosto dessas coisas. Gosto de ver séries, jogar, ler no telemóvel, descobrir conteúdos novos. A tecnologia trouxe coisas boas e seria hipócrita fingir que não.
Mas sinto falta daquela paz antiga.
Da sensação de chegar a casa e o mundo ficar lá fora. De não existir a obrigação de responder imediatamente. De ninguém esperar disponibilidade constante.
Sinto saudades da época em que bastava tirar o auscultador do telefone para não haver forma de sermos contactados.
Hoje isso parece quase impossível. Mesmo quando queremos descansar, o telemóvel continua ali. A piscar. A chamar. A lembrar-nos de mensagens por responder, notícias por ver, vídeos por terminar, tarefas por fazer.
Nos anos 90 havia mais silêncio. Mais tempo morto. Mais momentos em que simplesmente existíamos sem estar constantemente ligados a alguma coisa.
Talvez fosse uma ilusão de infância. Talvez a vida adulta também pese nessa comparação. Mas continuo a acreditar que naquela altura havia uma tranquilidade que hoje se perdeu pelo caminho.
E às vezes tenho saudades disso. Muitas saudades.




