"As coisas más não são o pior que pode nos acontecer. O que de pior pode nos acontecer é NADA..." Richard Bach - Um
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Aumenta a procura, sobem os preços... ou como as pessoas se aproveitam de uma má situação
Esta semana, um senhor abordou-nos para saber quanto tinham custado as telhas sandwich utilizadas na reparação de um telhado que tinha sido destruído pelo temporal que a Kristin trouxe consigo.
O meu marido respondeu-lhe de forma simples, referindo apenas o custo do material. O senhor ficou visivelmente surpreendido, pois explicou que os profissionais que tinha contratado para um trabalho semelhante lhe apresentaram um orçamento bastante mais elevado — cerca de 5.000€ acima do valor das telhas.
Segundo lhe foi explicado, seriam necessários três trabalhadores durante três dias para concluir a obra, o que representaria cerca de 870€ por dia de mão de obra, acrescidos de aproximadamente 2.500€ para materiais adicionais, como remates, parafusos e outros acabamentos.
No entanto, a realidade acabou por ser bem diferente: o trabalho foi concluído num único dia.
Este tipo de discrepância levanta naturalmente algumas questões. Será que os valores pedidos pela mão de obra refletem de facto o que os trabalhadores recebem? É difícil acreditar que cada funcionário receba cerca de 290€ por dia, o que corresponderia a salários mensais muito acima da média praticada em Portugal.
Tudo isto leva-nos a refletir sobre a forma como, em períodos de maior procura — como acontece frequentemente após intempéries e necessidades urgentes de reconstrução — alguns preços podem ser inflacionados.
Mais do que apontar dedos, fica a inquietação: até que ponto é legítimo aproveitar momentos de fragilidade e urgência para praticar valores tão elevados?
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