quinta-feira, 23 de julho de 2026

Primeiros dias de férias

Aproveito sempre alguns dias nas férias para tratar de coisas que não dá para fazer enquanto se trabalha das 9 às 18. Já passei uma manhã na Loja do Cidadão da Batalha, uma manhã a andar de bicicleta, uma manhã a reparar o telhado e outra manhã a preparar as coisas para irmos dar uma voltinha nos próximos dias, as tardes têm sido passadas na piscina e a "sofazar". Quanto aos animais, a Tri desapareceu a 29 de Junho e ontem vimos pela primeira vez os 3 filhotes da Canita, todos branquinhos e se a prícipio pensamos que era só um pois foi ter comigo logo de manhã, enquanto regava o quintal, à tarde vimos que afinal eram 3 pequenitos. Para um tinha nome, ou neve ou branquita agora está dificil porque nem sei se são machos ou fêmeas, mas provavelmente o outro será o floco...o dificil será distinguir os 3.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Férias á vista

Quase, quase e se bem que preciso destes dias, depois de no início de Junho ter tirado 15 dias para cortar e arrumar muitas das árvores que a Kristin destruiu, a ver se nestes 15 dias descanso e passeio um pouco. O chato de estar na zona centro/litoral, é que estou longe de tudo, mais de 4 horas para o Gerês e o mesmo para o Algarve ou para Espanha/Badajoz, andamos a ver algum sítio para ir poucos dias de cada vez, por causa dos animais não podem ser mais de 3 dias de ausência, podemos é fazer vários percursos, o numa semana ir ao Norte e na outra ao Sul ou a Espanha ...

quinta-feira, 9 de julho de 2026

O relatório de estágio do filhote... ou como descobri que a criatividade foi substituída por um manual de instruções

Cá por casa, estamos na reta final do relatório de estágio do filhote.

E confesso-vos uma coisa: eu já fiz muitos trabalhos na vida, mas isto... isto é outro campeonato.

Lembro-me perfeitamente dos tempos da escola.

Um trabalho começava muito antes da primeira página. Começava pela capa.

Havia cartolinas coloridas, letras desenhadas à mão, fotografias recortadas de revistas, pequenos desenhos, criatividade por todo o lado. Cada aluno queria que o seu trabalho fosse diferente dos restantes. Aliás, muitas vezes, quem apresentasse a capa mais original já começava a conquistar alguns pontos.

Os professores repetiam:

"Não copiem uns dos outros."

Hoje tenho a sensação de que dizem exatamente o contrário:

"Façam todos iguais... mas cuidado para não se enganarem nas margens."

Agora existe um modelo para tudo.

A letra já está escolhida.

O tamanho também.

As margens também.

Os espaçamentos também.

Até parece que o trabalho já vem montado; nós limitamo-nos a preencher os espaços em branco.

E depois entra em cena a famosa APA 6.

Nunca pensei que quatro letras conseguissem provocar tantos suspiros.

APA para citar.

APA para referenciar.

APA para confirmar.

APA porque falta um ponto.

APA porque sobra uma vírgula.

APA porque o itálico ficou onde não devia.

Começo seriamente a desconfiar que, se o café da manhã não estiver citado segundo a APA, também perde validade científica.

Depois aparecem aquelas secções que, para quem não vive no meio académico, parecem ter sido inventadas para aumentar o número de páginas.

Resumo.

Abstract.

Palavras-chave.

Keywords.

Discussão.

Conclusão.

Referências.

Anexos.

E eu pergunto...

Quando é que um simples relatório de estágio passou a parecer um artigo pronto para ser publicado numa revista científica?

A parte da Discussão continua a ser a que mais me intriga.

Durante anos bastava explicar o que se fez, o que se aprendeu e o que correu bem ou menos bem.

Agora não.

Agora é preciso discutir os resultados, compará-los com estudos científicos, justificar tudo com autores recentes e escrever de forma impessoal.

Quase espero encontrar um júri internacional à espera daquele relatório.

E depois há o inglês.

Confesso que esta continua a ser a minha maior dúvida.

Se o relatório é escrito em português... porque é que temos de escrever exatamente o mesmo resumo em inglês?

Será que existe um investigador na Austrália que acorda de manhã a pensar:

"Hoje vou ler o Abstract do relatório de estágio de um estudante português."

Tenho algumas dúvidas.

Não me interpretem mal.

Percebo perfeitamente que existam normas. Faz sentido que os estudantes aprendam a pesquisar, a citar corretamente e a apresentar trabalhos com rigor. Essas competências são importantes e fazem parte da formação superior.

Mas tenho saudades da altura em que ainda havia espaço para mostrar um bocadinho de quem éramos. Em que dois trabalhos sobre o mesmo tema conseguiam ser completamente diferentes porque refletiam a personalidade de quem os fazia.

Hoje sinto que estamos numa linha de montagem.

Abre o modelo.

Preenche o modelo.

Confere a APA.

Revê as citações.

Confere outra vez.

Volta às referências.

Confere novamente.

E, já agora... confirma a APA só mais uma vez.

No meio de tudo isto, lá vamos nós ajudando o filhote a montar peça por peça este enorme puzzle chamado "Relatório de Estágio".

No fim, o mais importante é que fique bem feito e que represente o trabalho que realizou durante o estágio.

Mas, entre nós...

Continuo a achar que uma capa bonita nunca fez mal a ninguém.

E continuo convencida de que ensinar rigor nunca deveria significar deixar a criatividade à porta da sala de aula.

Antigamente ensinavam-nos a pensar pela nossa cabeça. Hoje ensinam-nos, acima de tudo, a formatá-la.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Investimento na hora certa

Há coisa de um mês falámos em colocar ar condicionado em algumas divisões da casa, ora eu sempre fui contra por causa das minhas alergias mas acabei por ceder. Combinamos que seria no dia 20/06 porque, como era um sábado, haveria ajudas para a montagem, na véspera o senhor disse que não podia e que só podia no dia 26, sendo que ele precisava de um dia para cada máquina. Veio no 26, 27, 29 e 30, foi chato porque o meu marido teve de deixar o trabalho para o vir ajudar mas soube tão bem, agora nestes dias de mais calor, poder ligar o AC, ainda para mais como tem a app para o telemóvel, posso estar em Leiria e liga o AC e chegar a casa e em vez de ter a sala a 32 graus tenho a 25.