segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Airfryer: poupar uns cêntimos também é poupar

Confesso que durante algum tempo olhei para a airfryer como olho para muitas das modas que aparecem: toda a gente tem, toda a gente adora, toda a gente diz que "não vive sem ela"... e eu cá pensava: pronto, mais uma coisa para ocupar espaço na cozinha. Entretanto, rendi-me, aproveitei o cartão presente que a Associação tinha dado no Natal de 2025 e usei uma parte para a comprar — depois de ter estado na minha lista de coisas a comprar durante mais de 5 anos. 😂

Não digo que a airfryer seja a oitava maravilha do mundo, mas que dá jeito, dá, e para quem gosta de poupar ainda tem algumas vantagens. A primeira é óbvia: não preciso de ligar o forno para fazer meia dúzia de coisas. Para aquecer umas sobras, fazer croquetes, dourar umas pernas de frango ou assar meia dúzia de legumes, resolve a questão sem estar a aquecer um forno inteiro para cozinhar uma quantidade que cabia numa caixa de sapatos. Menos tempo de funcionamento e, em determinadas utilizações, menos consumo de eletricidade. E é rápida — e tempo também é dinheiro... ou, no meu caso, tempo é tempo para fazer mais 37 coisas ao mesmo tempo. 😂

Outra vantagem é aproveitar comida que sobrou. Um frango assado do dia anterior pode ganhar uma segunda vida, umas batatas cozidas podem transformar-se noutra coisa qualquer e aqueles legumes que já começam a olhar para nós do frigorífico com ar de "ou me comes agora ou vou para o lixo" ainda podem ter salvação. Uma das minhas regras de poupança é simples: antes de deitar comida fora, tento perceber se ainda lhe consigo dar uma segunda oportunidade. Também se usa muito menos óleo e, como há menos frigideiras, panelas e salpicos pela cozinha, há ainda menos loiça para lavar. Só isto já me parece uma boa invenção. 😁

As minhas 8 utilizações "à Marisa"

Não faço grandes malabarismos culinários na airfryer. Uso-a sobretudo para coisas práticas: aquecer comida do dia anterior, especialmente quando quero que fique novamente crocante; fazer croquetes, rissóis, nuggets e companhia, diretamente do congelador e com pouco ou nenhum óleo; preparar frango, seja pernas, asas ou bifinhos; assar legumes como courgette, cenoura, pimentos, brócolos ou couve-flor; fazer batatas — embora aqui ainda esteja em investigação científica, porque ainda não acertei com as batatas fritas perfeitas; aquecer pão e fazer torradas; fazer um bolo, claro que não pode ser muito grande nem pode ser muito alto senão não fica bem cozido
; e, finalmente, dar uma nova vida às sobras, porque a minha filosofia é simples: não é sobra, é matéria-prima. 😂

E isto, para mim, também é poupar. Não é apenas gastar menos dinheiro na eletricidade, é aproveitar melhor aquilo que já comprámos.

Mas há coisas para as quais a airfryer ainda não serve...

Por exemplo, o almoço de ontem: arroz de pato. E não, não tentei enfiar o tabuleiro na airfryer. A minha tem 8 litros, que já é uma capacidade bastante simpática, mas há limites. Se tivesse feito o arroz de pato na airfryer, alguém não comia. 😂 Por isso, ontem foi mesmo ao forno, como manda a tradição. Porque uma coisa é poupar, outra é tentar alimentar três pessoas com uma airfryer de 8 litros e depois andarmos todos à pancada pela última colherada de arroz de pato. Também não é preciso exagerar na poupança. 😜

No fundo, é isso que gosto na airfryer: não me veio substituir a cozinha toda, nem o forno, nem as panelas. Veio simplesmente facilitar algumas coisas e evitar alguns gastos desnecessários. E já agora... se alguém souber o segredo das batatas fritas perfeitas na airfryer, pode partilhar. É que eu tenho uma reputação a defender. 😂

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Tenho boa memória e é precisamente por isso que faço listas.

Eu tenho boa memória. Aliás, tenho muito boa memória.

Lembro-me de coisas que aconteceram há anos, de conversas, pessoas, datas, situações e pormenores que provavelmente já não interessam a ninguém… e por vezes até eu gostaria de esquecer.

Mas há uma diferença entre conseguir lembrar-me de uma coisa e achar que vale a pena ocupar memória com essa coisa.

E é aí que entram as listas.

Eu não faço listas porque me esqueço. Faço listas porque não quero gastar espaço mental com informação que pode perfeitamente estar escrita algures.

É uma espécie de outsourcing da memória. 😂

Quanto pesava o meu filho aos 4 meses?

Eu sei que tenho essa informação.

Onde?

No Boletim do Centro de Saúde e numa folha de Excel, com datas, pesos e, se não me engano, até um gráfico.

Se um dia alguém me perguntar:

— Quanto pesava o teu filho aos quatro meses?

Não quero que o meu cérebro comece a vasculhar memórias antigas à procura da resposta.

Abro o Excel e lá está:

Peso aos 4 meses: X kg.

Problema resolvido.

E, aparentemente, até o crescimento de uma criança merece uma análise de dados. 😂

Quanto custou aquela máquina?

Também está registado.

Data, preço, onde comprei e, se for caso disso, garantia.

Porque daqui a três anos posso olhar para determinada máquina e pensar:

“Quanto é que eu dei por isto?”

Não vou gastar 15 minutos a reconstruir mentalmente a compra. Consulto a lista.

E quando acaba a garantia?

Também está lá.

Máquina X — comprada em determinada data — garantia até determinada data.

A minha memória agradece.

Aniversários?

Também tenho lista.

E aqui está a parte engraçada:

Eu sei os aniversários de cor.

A lista não existe porque precise dela para me lembrar. Existe porque gosto de ter a informação organizada.

É como ter um arquivo.

Eu sei, mas também está escrito.

Presentes dados, recebidos e comprados para ter em stock

Tudo merece a sua lista.

Encontro uma coisa gira, útil ou barata e penso:

“Isto vai dar jeito para alguém.”

Compro, guardo e registo.

Quando chega o momento certo, tenho presentes disponíveis e não preciso de andar à procura de qualquer coisa à pressa.

E, principalmente, não corro o risco de oferecer duas vezes a mesma coisa.

Embora, com tanta informação registada, se isso acontecer já será por falta de atenção e não por falta de informação. 😂

Livros e filmes

Livros lidos: lista.

Livros que quero ler: lista.

Livros que comprei e ainda não li: essa é melhor não aprofundarmos. 😂

Filmes vistos também tiveram direito a lista.

Tiveram.

Neste momento está tão desatualizada que já deve poder ser considerada documento histórico, mas continua algures numa pasta chamada “Filmes”.

Um dia trato disso.

Talvez.

Frigorífico, arca e despensa

Aqui entramos na gestão de stock doméstico.

Não gosto de comprar uma coisa que já tenho. Muito menos descobrir, depois de comprar, que tinha três.

E pior ainda: descobrir que tinha três porque as comprei três vezes. 😂

Por isso, saber o que existe em casa, o que está a acabar, as validades e o que convém consumir primeiro também merece uma lista.

Não é obsessão.

É logística.

Coisas para comprar

Outra lista.

E esta tem uma vantagem especial: ajuda-me a não comprar aquilo de que não preciso.

Uma coisa passa-me pela cabeça → vai para a lista → penso → comparo → espero.

E, muitas vezes, quando volto à lista já nem percebo porque raio achei que precisava daquilo.

Excelente.

Menos uma compra.

Sítios que quero visitar

Também tenho uma lista que provavelmente nunca conseguirei terminar.

Passadiços, aldeias, praias, cascatas, miradouros, restaurantes e aqueles sítios que alguém publica e imediatamente pensamos:

“Tenho de ir aqui!”

Vai para a lista, depois aparece outro, e outro, e outro. Quando chega aquele fim de semana em que pensamos “vamos mas é sair daqui”, não precisamos de começar do zero, vamos à lista.

E há listas para tudo

Coisas para fazer, comprar, reparar, organizar, experimentar, pesquisar…

Ideias para o blogue.

Presentes.

Compras.

Stock.

Livros.

Filmes.

Sítios a visitar.

Garantias.

Preços.

E provavelmente até há informação suficiente para justificar uma lista das próprias listas. 😂

Porque é que faço isto? Porque as listas permitem-me tirar informação da cabeça sem a perder.

E é exatamente isso que quero. Não quero lembrar-me de tudo. Quero lembrar-me do que interessa e saber onde encontrar o resto.

A minha cabeça não é um armazém. É mais um processador.

Para quê ocupá-la com:

“Quanto custou a máquina de lavar?”

“Quando acaba a garantia do aspirador?”

“Que presente dei àquela pessoa em 2019?”

“Quanto pesava o miúdo aos quatro meses?”

“O que tenho na arca?”

“Qual era aquele sítio que queria visitar?”

Se posso ter isso escrito numa folha de Excel ou numa lista?

Não é falta de memória. É gestão de memória.

E se alguém me perguntar:

— “Mas não te cansas de fazer listas para tudo?”

Não.

Canso-me é de procurar uma informação que eu sei perfeitamente que está numa lista qualquer… só não me lembro em qual. 😂

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Multi-tarefa ou hiperatividade mental?

Confesso que a Inteligência Artificial, por vezes, supera as expectativas. 😂 Eu sei que tenho sempre a cabeça a mil, mas esta imagem conseguiu traduzir em caricatura aquilo que, cá dentro, parece acontecer todos os dias.

Olhem bem para isto...

Temos o trabalho, com os e-mails, os concursos, o Diário da República, os alvarás, o IMPIC, os associados, as propostas, as faturas e mais umas quantas coisas que entretanto apareceram e que, obviamente, eram para ontem.

Depois temos a vida fora do trabalho.

A família.
A casa.
O jardim.
A horta.
As galinhas.
Os galos.
Os 3 gatinhos brancos, 2 amarelos e 1 siamês — porque aparentemente seis gatos ainda não são suficientes para ocupar espaço na minha cabeça. 😂

Temos a jardinagem, a permacultura, o bokashi, as frutas, as flores e aquela eterna sensação de que "já que estou aqui, também podia aproveitar e fazer isto..."

Depois aparecem os livros.

Dan Brown, Lesley Pearce, Nicholas Sparks... porque uma pessoa precisa de descansar a cabeça e, aparentemente, a melhor maneira que encontro para descansar a cabeça é meter outra história lá dentro. 🤦‍♀️

E ainda há os bordados, as viagens, os passadiços, as praias, os planos, o blog, as poupanças, os investimentos, o FIRE, os ETF, as ideias para artigos, as coisas que quero aprender, as coisas que quero organizar, as coisas que quero fazer...

E claro, as coisas que ainda nem sei que quero fazer, mas que provavelmente vou inventar entretanto.

A caricatura até colocou uma frase que resume muito bem a coisa:

"Não é só um trabalho... é o meu mundo em equilíbrio (ou quase!)"

É mesmo isso.

Porque o problema não é apenas fazer muitas coisas.

É pensar em muitas coisas ao mesmo tempo.

Estou a responder a um e-mail e lembro-me que tenho de telefonar a alguém. Enquanto estou a fazer o telefonema lembro-me de uma coisa que preciso de pesquisar. Ao pesquisar lembro-me de outra. Entretanto vejo uma planta que precisa de ser transplantada. Passo pela cozinha e reparo que falta qualquer coisa. Volto ao computador e lembro-me de uma ideia fantástica para o blog.

Escrevo-a num papel para não me esquecer.

Cinco minutos depois já tenho mais duas ideias.

E depois há aquela maravilhosa frase:

"Tenho de me lembrar disto!"

Como se a minha cabeça tivesse espaço ilimitado para armazenamento. 😂

Não admira que, ao fim do dia, esteja cansada.

Não é necessariamente o corpo que trabalhou sem parar.

É a cabeça.

É o processador mental em modo turbo, com 47 separadores abertos, três aplicações a actualizar, uma música a tocar sabe-se lá onde e uma janela que ninguém consegue descobrir de onde veio.

E depois perguntam:

— "Estás cansada?"

Não sei... deixa-me só consultar os 127 pensamentos que estão neste momento pendentes. 😂

Às vezes acho que não sou propriamente multi-tarefa.

Sou mais uma espécie de hiperatividade mental organizada... ou pelo menos com a intenção de ser organizada.

Porque organização também aparece na imagem. Tenho pastas, listas, cadernos, post-its, notas no telemóvel, ideias guardadas e provavelmente mais umas quantas formas de tentar convencer a minha cabeça de que existe um sistema.

O problema é que a cabeça responde:

"Muito bonito. Agora vamos pensar noutra coisa."

E pronto.

É aqui que entra o meu lado Anak Krakatoa. 🌋😂

Vou acumulando, acumulando, acumulando...

Até que alguém me pergunta:

— "Então, mas afinal o que tens?"

E eu:

"NADA!"

Enquanto interiormente o vulcão já está a dar sinais de actividade sísmica. 😂

Talvez seja por isso que preciso tanto de coisas simples: mexer na terra, tratar das plantas, ouvir as galinhas, pegar num livro, fazer um bordado, sair para caminhar, estar com a família.

São momentos em que, pelo menos durante algum tempo, consigo fechar algumas das janelas abertas na cabeça.

Embora provavelmente, enquanto estou a regar as plantas, já esteja a pensar no artigo que vou escrever quando chegar a casa. 🤣

No fundo, esta caricatura ficou muito mais verdadeira do que eu estava à espera.

Sou eu, mas em versão "a minha cabeça por dentro".

E agora percebo finalmente porque é que às vezes digo que preciso de férias e, cinco minutos depois, já estou a planear o que fazer nas férias.

Eu não preciso apenas de descansar o corpo. Preciso de pôr a cabeça em modo avião.

O problema?

Ainda não descobri onde fica esse botão. 😂

E vocês?

São pessoas multi-tarefa, conseguem desligar a cabeça ao fim do dia ou também vivem permanentemente com um Anak Krakatoa em actividade dentro da cabeça? 🌋❤️

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

“Quero fazer o IMPIC.”

 É assim que começam algumas conversas.

Não é “Bom dia”. Não é “Boa tarde”. Não é sequer um “Olá”.

É simplesmente:

— Quero fazer o IMPIC.

E eu fico a olhar para o telefone/computador a pensar:

“Muito bem… e eu quero ganhar o Euromilhões. Estamos os dois com desejos.” 😂

Mas atenção, isto é só o que penso.

Porque aquilo que digo é, naturalmente, muito mais simpático.

Lá faço a minha melhor cara de profissional e começo:

— Bom dia. O que pretende exatamente?

E é aqui que começa a verdadeira aventura.

Porque “fazer o IMPIC” pode querer dizer umas quantas coisas diferentes.

Pode ser alvará, certificado, alteração de classe, renovação, habilitações, documentação...

Mas quem está do outro lado acha que IMPIC é uma coisa que se faz, como quem vai à padaria:

— “Queria fazer o IMPIC.”

— “É para levar ou comer aqui?” 😂

Às vezes tenho vontade de dizer:

“Claro! É já a seguir. Quer o IMPIC simples ou com molho?”

Ou então:

“Sem problema. Arranje uns quilos de cimento, areia, brita e ferro e vá lá fazer o IMPIC.”

Mas, infelizmente, há profissões em que não podemos dizer tudo aquilo que pensamos.

E ainda bem.

Porque se disséssemos sempre o primeiro pensamento que nos passa pela cabeça, provavelmente havia muito menos gente a trabalhar em atendimento ao público. 😂

E depois há aquela maravilhosa capacidade que algumas pessoas têm de começar uma conversa pelo meio.

Nós temos de descobrir:

Quem é? O que pretende? É empresa ou particular? Já tem alvará? Quer pedir um novo?

Quer alterar? Para que atividade? Que classe? Que documentos tem? O que lhe pediram?

E, se tivermos sorte, lá para o fim da conversa descobrimos finalmente aquilo que a pessoa queria.

Ou não.

Porque às vezes termina com:

— “Ah, não sei. Só me disseram para ligar para aí e fazer o IMPIC.”

Excelente.

Adoro quando me dão todas as informações necessárias para resolver um problema.

Ou seja: nenhuma. 😂

E eu continuo ali, profissional, educada, paciente...

Enquanto a minha versão interior já está a construir uma obra inteira:

“Olhe, faça assim: leva 20 sacos de cimento, 2 toneladas de areia, umas carradas de brita, ferro de 12 e depois aparece aqui outra vez. Logo vemos do IMPIC.”

Mas pronto.

Respira-se fundo.

Explica-se.

Pergunta-se.

Volta-se a explicar.

E lá se chega ao verdadeiro assunto.

Porque trabalhar com pessoas tem destas coisas.

Há quem comece uma conversa com um “Bom dia, precisava de esclarecer uma dúvida”.

E há quem entre de rompante:

“QUERO FAZER O IMPIC.”

E nós?

Nós fazemos o que podemos.

Sorrimos por fora, construímos uma obra com cimento e brita por dentro e seguimos a trabalhar. 😂

Porque, afinal, o cliente pode não saber exatamente o que quer...

mas nós temos de descobrir.

E, de preferência, sem lhe entregar também o cimento, a areia e a brita. 😜

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Quando uma notícia deixa de ser apenas uma notícia

 Quando ouvimos uma notícia sobre um acidente, normalmente reagimos com um “coitado”, “que tristeza”, ficamos alguns minutos a pensar naquilo e depois continuamos o nosso dia.

Mas será que sou só eu que sinto que tudo muda quando descobrimos que a pessoa que sofreu o acidente é alguém que conhecemos?

De repente, já não é apenas uma notícia.

Passa a ter um nome, um rosto, uma família, uma história. E aquilo que antes parecia distante torna-se demasiado próximo.

Começamos a pensar na pessoa, no que estará a sentir, na família, no momento em que tudo aconteceu, no que poderá acontecer daqui para a frente… E damos por nós a procurar mais informações, a pensar naquela pessoa durante o dia e até a imaginar como estará a família a viver aquele momento.

É estranho como o nosso cérebro e o nosso coração funcionam.

Quando não conhecemos a pessoa, conseguimos manter uma certa distância. Sentimos pena, ficamos tristes, mas conseguimos seguir em frente. Quando conhecemos, mesmo que não sejamos próximos, essa distância desaparece.

E talvez seja aí que percebemos que, por trás de cada notícia de acidente, existe muito mais do que aquilo que aparece nas poucas linhas de uma notícia. Existe uma vida, uma família, sonhos, planos e pessoas que, de um momento para o outro, podem ver tudo mudar.

E inevitavelmente surge aquele pensamento que ninguém gosta de ter:

“Podia ter acontecido comigo. Podia ter acontecido a alguém que amo.”

Talvez seja isso que torna tudo tão diferente.

Nos últimos dias, dei por mim a sentir precisamente isto. Uma notícia que, noutra circunstância, provavelmente teria lido com tristeza e depois seguido com o meu dia, desta vez ficou comigo. Porque conheço a pessoa. Porque sei quem é. Porque tem nome e rosto.

E percebi que talvez não seja apenas a gravidade do acidente que determina aquilo que sentimos. É também a proximidade que temos com quem está envolvido.

Quando a tragédia deixa de ser “a tragédia de alguém” e passa a ser “a tragédia de alguém que conhecemos”, parece que o mundo fica um bocadinho mais pequeno.

Sou só eu que sinto isto?

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

⛽ Combustíveis: afinal, quanto consegui poupar hoje?

(imagem criada por IA)

Os combustíveis continuam a ser uma daquelas despesas que fazem doer a carteira. Basta olhar para o preço de um depósito cheio para perceber que, cada vez que vamos abastecer, ficam facilmente dezenas de euros pelo caminho.

Por isso, tento aproveitar todas as possibilidades de desconto que tenho disponíveis. Entre o COMBINA, o Cartão Continente e as promoções do Mundo Galp, às vezes é possível baixar bastante o custo real do abastecimento.

🚗 Hoje foi dia de abastecer

Hoje precisei de abastecer o carro e entraram 41,19 litros.

O valor inicial era:

87,08 €

Ou seja, estamos a falar de um preço de cerca de 2,11 €/litro antes dos descontos.

Mas aqui começam as contas interessantes.

Tinha disponível o desconto do COMBINA de 0,20 €/litro.

Para 41,19 litros, isso representa:

41,19 × 0,20 € = 8,24 € de desconto

Assim, em vez dos 87,08 €, o valor que efetivamente paguei foi:

💰 78,84 €

Mas ainda não fica por aqui.

Além do desconto aplicado no momento do abastecimento, houve também acumulação no Cartão Continente.

Foram acumulados:

  • 8,24 € correspondentes a 0,20 €/litro;
  • 4,12 € correspondentes à promoção adicional para alguns clientes Mundo Galp.

No total, ficaram 12,36 € acumulados no saldo do Cartão Continente.

📊 Então, quanto custou realmente este abastecimento?

Se considerarmos também o valor que ficou disponível no Cartão Continente:

78,84 € pagos - 12,36 € acumulados = 66,48 €

Ou seja, embora tenha saído da carteira 78,84 €, fiquei com mais 12,36 € para utilizar posteriormente no Continente.

Na prática, o custo líquido deste abastecimento foi de aproximadamente:

👉 66,48 €

E o custo efetivo por litro, considerando também esse saldo acumulado, fica em cerca de:

1,61 €/litro.

É uma diferença bastante significativa relativamente aos 2,11 €/litro do preço inicial.

🧮 As contas resumidas


Valor
Combustível abastecido41,19 L
Valor inicial87,08 €
Desconto COMBINA8,24 €
Valor pago78,84 €
Saldo Continente acumulado12,36 €
Custo líquido66,48 €
Custo líquido/litro≈ 1,61 €

💡 Vale a pena aproveitar as promoções?

Na minha opinião, sim — desde que sejam descontos que já temos disponíveis e que não nos levem a comprar coisas de que não precisamos apenas para obter a promoção.

Neste caso, não tive de fazer nenhuma compra extra. Apenas aproveitei os benefícios que tinha disponíveis para o abastecimento.

E é precisamente aqui que pequenas poupanças começam a fazer diferença.

Poupar 12,36 € num abastecimento pode parecer pouco quando olhamos apenas para um dia. Mas se conseguirmos aproveitar descontos semelhantes várias vezes ao longo do ano, já estamos a falar de uma quantia considerável.

Por isso, antes de abastecer, vale sempre a pena verificar:

⛽ o preço por litro;

🏷️ os descontos disponíveis no COMBINA;

🛒 o saldo e promoções do Cartão Continente;

🟢 as promoções disponíveis no Mundo Galp;

e, principalmente, fazer as contas ao valor final e não apenas ao preço apresentado na bomba.

No meu caso, hoje os 41,19 litros começaram por representar uma despesa de 87,08 €, mas entre descontos e saldo acumulado, o custo efetivo acabou por ficar nos 66,48 €.

E eu que estava a pensar abastecer nas bombas do Pingo Doce porque estavam a 1,959€/lt (Gasolina 95 Simples), ainda bem que fui verificar os descontos antes....

E quando conseguimos baixar uma despesa sem alterar aquilo que já íamos comprar, é uma poupança que vale a pena aproveitar. 💶