terça-feira, 8 de setembro de 2026

Quando uma notícia deixa de ser apenas uma notícia

 Quando ouvimos uma notícia sobre um acidente, normalmente reagimos com um “coitado”, “que tristeza”, ficamos alguns minutos a pensar naquilo e depois continuamos o nosso dia.

Mas será que sou só eu que sinto que tudo muda quando descobrimos que a pessoa que sofreu o acidente é alguém que conhecemos?

De repente, já não é apenas uma notícia.

Passa a ter um nome, um rosto, uma família, uma história. E aquilo que antes parecia distante torna-se demasiado próximo.

Começamos a pensar na pessoa, no que estará a sentir, na família, no momento em que tudo aconteceu, no que poderá acontecer daqui para a frente… E damos por nós a procurar mais informações, a pensar naquela pessoa durante o dia e até a imaginar como estará a família a viver aquele momento.

É estranho como o nosso cérebro e o nosso coração funcionam.

Quando não conhecemos a pessoa, conseguimos manter uma certa distância. Sentimos pena, ficamos tristes, mas conseguimos seguir em frente. Quando conhecemos, mesmo que não sejamos próximos, essa distância desaparece.

E talvez seja aí que percebemos que, por trás de cada notícia de acidente, existe muito mais do que aquilo que aparece nas poucas linhas de uma notícia. Existe uma vida, uma família, sonhos, planos e pessoas que, de um momento para o outro, podem ver tudo mudar.

E inevitavelmente surge aquele pensamento que ninguém gosta de ter:

“Podia ter acontecido comigo. Podia ter acontecido a alguém que amo.”

Talvez seja isso que torna tudo tão diferente.

Nos últimos dias, dei por mim a sentir precisamente isto. Uma notícia que, noutra circunstância, provavelmente teria lido com tristeza e depois seguido com o meu dia, desta vez ficou comigo. Porque conheço a pessoa. Porque sei quem é. Porque tem nome e rosto.

E percebi que talvez não seja apenas a gravidade do acidente que determina aquilo que sentimos. É também a proximidade que temos com quem está envolvido.

Quando a tragédia deixa de ser “a tragédia de alguém” e passa a ser “a tragédia de alguém que conhecemos”, parece que o mundo fica um bocadinho mais pequeno.

Sou só eu que sinto isto?

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

⛽ Combustíveis: afinal, quanto consegui poupar hoje?

(imagem criada por IA)

Os combustíveis continuam a ser uma daquelas despesas que fazem doer a carteira. Basta olhar para o preço de um depósito cheio para perceber que, cada vez que vamos abastecer, ficam facilmente dezenas de euros pelo caminho.

Por isso, tento aproveitar todas as possibilidades de desconto que tenho disponíveis. Entre o COMBINA, o Cartão Continente e as promoções do Mundo Galp, às vezes é possível baixar bastante o custo real do abastecimento.

🚗 Hoje foi dia de abastecer

Hoje precisei de abastecer o carro e entraram 41,19 litros.

O valor inicial era:

87,08 €

Ou seja, estamos a falar de um preço de cerca de 2,11 €/litro antes dos descontos.

Mas aqui começam as contas interessantes.

Tinha disponível o desconto do COMBINA de 0,20 €/litro.

Para 41,19 litros, isso representa:

41,19 × 0,20 € = 8,24 € de desconto

Assim, em vez dos 87,08 €, o valor que efetivamente paguei foi:

💰 78,84 €

Mas ainda não fica por aqui.

Além do desconto aplicado no momento do abastecimento, houve também acumulação no Cartão Continente.

Foram acumulados:

  • 8,24 € correspondentes a 0,20 €/litro;
  • 4,12 € correspondentes à promoção adicional para alguns clientes Mundo Galp.

No total, ficaram 12,36 € acumulados no saldo do Cartão Continente.

📊 Então, quanto custou realmente este abastecimento?

Se considerarmos também o valor que ficou disponível no Cartão Continente:

78,84 € pagos - 12,36 € acumulados = 66,48 €

Ou seja, embora tenha saído da carteira 78,84 €, fiquei com mais 12,36 € para utilizar posteriormente no Continente.

Na prática, o custo líquido deste abastecimento foi de aproximadamente:

👉 66,48 €

E o custo efetivo por litro, considerando também esse saldo acumulado, fica em cerca de:

1,61 €/litro.

É uma diferença bastante significativa relativamente aos 2,11 €/litro do preço inicial.

🧮 As contas resumidas


Valor
Combustível abastecido41,19 L
Valor inicial87,08 €
Desconto COMBINA8,24 €
Valor pago78,84 €
Saldo Continente acumulado12,36 €
Custo líquido66,48 €
Custo líquido/litro≈ 1,61 €

💡 Vale a pena aproveitar as promoções?

Na minha opinião, sim — desde que sejam descontos que já temos disponíveis e que não nos levem a comprar coisas de que não precisamos apenas para obter a promoção.

Neste caso, não tive de fazer nenhuma compra extra. Apenas aproveitei os benefícios que tinha disponíveis para o abastecimento.

E é precisamente aqui que pequenas poupanças começam a fazer diferença.

Poupar 12,36 € num abastecimento pode parecer pouco quando olhamos apenas para um dia. Mas se conseguirmos aproveitar descontos semelhantes várias vezes ao longo do ano, já estamos a falar de uma quantia considerável.

Por isso, antes de abastecer, vale sempre a pena verificar:

⛽ o preço por litro;

🏷️ os descontos disponíveis no COMBINA;

🛒 o saldo e promoções do Cartão Continente;

🟢 as promoções disponíveis no Mundo Galp;

e, principalmente, fazer as contas ao valor final e não apenas ao preço apresentado na bomba.

No meu caso, hoje os 41,19 litros começaram por representar uma despesa de 87,08 €, mas entre descontos e saldo acumulado, o custo efetivo acabou por ficar nos 66,48 €.

E eu que estava a pensar abastecer nas bombas do Pingo Doce porque estavam a 1,959€/lt (Gasolina 95 Simples), ainda bem que fui verificar os descontos antes....

E quando conseguimos baixar uma despesa sem alterar aquilo que já íamos comprar, é uma poupança que vale a pena aproveitar. 💶


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

19 anos deste cantinho ❤️


E faz hoje 19 anos que este cantinho nasceu. 🎂

Já teve épocas de posts diários, outras em que ficou quase esquecido e outras em que voltou a ganhar vida. É um pouco como a própria vida: quando algo mais importante surge, deixamos para trás, por algum tempo, aquilo que não é tão urgente ou que não nos faz tanta falta.

Mas há coisas que, mesmo ficando em silêncio, continuam a ser nossas. Este blog é uma delas.

Ao longo destes 19 anos ficaram aqui pensamentos, momentos, histórias, desabafos, aprendizagens e muitos pedacinhos da minha vida. E talvez seja isso que mais gosto neste espaço: poder voltar atrás e reencontrar quem eu era, o que pensava e o que vivia em cada época.

Não sei se daqui a 19 anos ainda estarei por aqui a escrever, mas hoje sabe bem olhar para trás e perceber que este pequeno cantinho resistiu ao tempo.

19 anos depois, continua aqui. E eu também. ❤️

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

E quando o cérebro te prega partidas… ou serão sinais de velhice?

Há dias em que o nosso próprio corpo decide pregar-nos uma partida. Hoje foi um desses dias… e confesso que fiquei a pensar se será o cérebro a pregar-me partidas ou simplesmente mais um daqueles sinais de que a idade não perdoa. 😅

Ao levantar-me da cama, coloquei o pé direito no chão e… nada. A perna não tinha força. Parecia de borracha. Resultado? Caí, ficando com a perna debaixo de mim.

E, como se a queda não bastasse, o dedo mindinho do pé também resolveu entrar na história e “abriu”. Porque, aparentemente, uma peripécia logo pela manhã não era suficiente. 🤦‍♀️

Lá fui eu de gatas até à casa de banho, à espera que a perna direita começasse a reagir. E demorou alguns minutos até finalmente recuperar força suficiente para eu conseguir levantar-me.

Já passaram algumas horas e ainda estou a coxear.

Não é a primeira vez que o meu corpo me prega partidas. Desde 2020 já tive três episódios de síndrome vertiginoso. Curiosamente, aconteceram normalmente depois de algum dia particularmente stressante ou, numa das situações, depois de um pesadelo muito intenso durante a noite.

E então fico a pensar: será que o nosso corpo guarda tudo aquilo que nós tentamos ignorar? O stress, o cansaço, as noites mal dormidas, as preocupações… e depois encontra uma maneira muito própria de nos dizer: “Olha que eu também estou aqui!”

Não sei se o episódio de hoje teve alguma relação com isso. Talvez tenha sido apenas uma perna que ficou “adormecida” de uma maneira particularmente inconveniente. Talvez seja outra coisa.

Mas uma coisa sei: já não tenho idade para confiar cegamente que o corpo vai fazer tudo aquilo que eu mando. 😂

E talvez o verdadeiro sinal de envelhecimento não seja começarmos a ter cabelos brancos ou algumas rugas. Talvez seja começarmos a levantar-nos da cama com a cautela de quem está a iniciar uma missão de alto risco.

Hoje, pelo menos, aprendi uma coisa: antes de colocar os dois pés no chão, convém confirmar se os dois estão realmente dispostos a colaborar. 😅

Uma coisa é certa: há dias em que levantar da cama parece uma atividade radical. 😂

E talvez o verdadeiro sinal de velhice não seja a idade… se calhar é começarmos a ter histórias destas para contar logo antes do pequeno-almoço.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Antes da Kristin e depois da Kristin

Ontem, estava a ler algumas mensagens no Facebook e uma delas deixou-me a pensar. A pessoa dizia estar traumatizada depois do que aconteceu com a Kristin e que quando começou a chover, a fazer vento e a trovejar no Domingo quase entrava em pânico.

Não sei se é algo geral, mas, tal como quem escreveu aquela mensagem, também eu sinto algum receio quando o vento começa a soprar mais forte ou quando a chuva cai com intensidade.

Desde 28 de janeiro, parece que alguma coisa mudou. Talvez seja apenas o nosso olhar sobre o tempo, porque agora sabemos aquilo que uma noite de vento e chuva pode trazer.

Ainda vai passar algum tempo até voltarmos a sentir-nos verdadeiramente “normais”.

Já tivemos o antes do Covid e o depois do Covid. Agora, tenho a sensação de que também temos o antes da Kristin e o depois da Kristin.

Porque há acontecimentos que passam… mas deixam marcas.

E talvez esta seja uma delas: a partir de agora, sempre que o vento soprar com mais força, vamos lembrar-nos. E, inevitavelmente, vamos olhar para o céu com um bocadinho mais de preocupação.

Há coisas que mudam por dentro, mesmo quando, por fora, tudo parece voltar ao normal.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Finalmente... trabalho em ordem!

Há momentos em que uma pessoa começa a acreditar em milagres. 😅

Finalmente consegui colocar o trabalho em ordem! Dois colegas estão de férias e ainda vão continuar mais uma semana, mas, entretanto, o colega que regressou esta semana... vai novamente de férias no dia 31 de agosto.

E sabem o melhor?

É precisamente nesse dia que os outros dois regressam! 😂

Ou seja, parece que as férias fizeram uma espécie de escala organizada para nunca estarmos todas ao mesmo tempo.

Mas, pelo menos, por estes dias consegui respirar fundo, olhar para a secretária e pensar:

“Está tudo tratado.” 😌

Agora é aproveitar... enquanto dura! 😉

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Regresso ao trabalho após 15 dias de férias: quando a secretária nos dá as boas-vindas

15 dias. Foi quanto durou o sonho. Quinze dias sem despertador, sem reuniões, sem emails com “urgente” no assunto e, sobretudo, sem aquela sensação maravilhosa de que temos 47 coisas para fazer ao mesmo tempo.

O regresso ao trabalho: tecnicamente voltámos. Emocionalmente, ainda estamos na praia.

O primeiro impacto: onde está a minha mesa?

Chegamos ao escritório descansados, bronzeados e com aquela ilusão ingénua de que, durante a nossa ausência, o mundo continuou a girar normalmente.

Até abrirmos a porta.

Não há um centímetro de mesa livre.

Documentos, pastas, envelopes, dossiers, impressões, notas, pedidos, recados e coisas que nem sequer sabemos para que servem ocupam cada pedaço disponível da secretária.

Por alguns segundos, ficamos simplesmente a olhar.

“Isto tudo é para mim?”

A resposta, infelizmente, costuma ser um silencioso e assustador sim.

E começa o bombardeamento

Mal conseguimos pousar a mala, somos bombardeados.

“Quando puderes, vê isto.”

“Precisamos disto com alguma urgência.”

“Já agora, tens aquele assunto pendente?”

“Há uns emails que precisas de responder.”

“E isto ficou para trás enquanto estiveste fora.”

Enquanto tentamos perceber por onde começar, aparece mais uma tarefa. E depois outra. E outra.

É como se os 15 dias de férias tivessem criado uma dívida laboral que agora temos de pagar com juros.

O cérebro ainda está de férias

O problema é que o nosso corpo pode estar sentado à secretária, mas a cabeça ainda está algures entre o pequeno-almoço tardio, a praia, a piscina e aquele almoço sem pressa que demorou duas horas.

O computador liga. O telefone toca. As notificações aparecem. O email começa a encher-se.

E nós pensamos:

“Se calhar foi um erro voltar.”

Aliás, há um momento particularmente perigoso: aquele em que olhamos para a porta e pensamos seriamente se ainda vamos a tempo de sair discretamente e voltar para casa.

A vontade de ir embora é real

Depois de 15 dias de férias, regressar diretamente para uma secretária coberta de trabalho pode ser um pequeno choque cultural.

Passámos de “Hoje vamos fazer o que nos apetecer” para “Preciso disto para ontem” em menos de 24 horas.

E é perfeitamente normal que, perante uma montanha de tarefas, a primeira reação seja:

“Apetece-me ir embora e não voltar.”

Não é falta de vontade. É o nosso cérebro a tentar processar a brutal diferença entre o ritmo das férias e o ritmo do trabalho.

Mas há uma estratégia: uma coisa de cada vez

Apesar do caos, existe uma forma de tornar o regresso um pouco menos doloroso.

Em vez de tentar resolver tudo no primeiro dia, convém respirar fundo, organizar a papelada, identificar o que é realmente urgente e começar por uma tarefa de cada vez.

Os documentos não vão desaparecer todos sozinhos. Os emails também não. E, por muito que pareça impossível, aquela secretária vai voltar a ter espaço.

Talvez não hoje.

Talvez não amanhã.

Mas um dia.

Conclusão: férias outra vez, por favor

O regresso ao trabalho depois de 15 dias de férias é uma experiência que mistura saudade, confusão, excesso de tarefas e uma vontade quase imediata de voltar a fazer a mala.

Chegamos descansados e encontramos uma secretária irreconhecível, uma lista interminável de assuntos e uma caixa de entrada que parece ter crescido durante a nossa ausência.

Mas há uma consolação: sobrevivemos ao primeiro dia.

E, quando finalmente conseguimos limpar um pequeno canto da secretária, podemos respirar fundo e pensar:

“Pronto. Agora só faltam os outros 96%.” e 15 dias depois ainda há muitos centimetros da secretária ocupados

Até às próximas férias.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Resumindo 3 dias

Primeiro foi o carro a parar cerca de 230 km depois de sairmos de casa, entre encontrar oficina e tentar reparar, o que não correu bem, vir o pronto socorro da assistência em viagem, o táxi e ter o veículo de substituição passaram 5 horas. Depois, ontem, quando chegou vinha com um pneu furado?!?! As coisas boas, deu para mudar o cruzeiro no Douro para o dia seguinte e ainda fomos a Lamego, depois a saga de encontrar onde dormir, foi caro mas foi muito bom e não podíamos estar melhor localizados, o jantar também foi bom. No dia seguinte o pequeno-almoço foi no hotel, fizemos uma caminhada e atravessamos a ponte pedonal, de regresso fizemos o check out do hotel mas deixamos o veículo de substituição no parque do hotel, o almoço foi no barco e o jantar foi em casa às 21:30..... A ideia era descansar a cabeça mas foi tudo menos isso.....

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Primeiros dias de férias

Aproveito sempre alguns dias nas férias para tratar de coisas que não dá para fazer enquanto se trabalha das 9 às 18. Já passei uma manhã na Loja do Cidadão da Batalha, uma manhã a andar de bicicleta, uma manhã a reparar o telhado e outra manhã a preparar as coisas para irmos dar uma voltinha nos próximos dias, as tardes têm sido passadas na piscina e a "sofazar". Quanto aos animais, a Tri desapareceu a 29 de Junho e ontem vimos pela primeira vez os 3 filhotes da Canita, todos branquinhos e se a prícipio pensamos que era só um pois foi ter comigo logo de manhã, enquanto regava o quintal, à tarde vimos que afinal eram 3 pequenitos. Para um tinha nome, ou neve ou branquita agora está dificil porque nem sei se são machos ou fêmeas, mas provavelmente o outro será o floco...o dificil será distinguir os 3.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Férias á vista

Quase, quase e se bem que preciso destes dias, depois de no início de Junho ter tirado 15 dias para cortar e arrumar muitas das árvores que a Kristin destruiu, a ver se nestes 15 dias descanso e passeio um pouco. O chato de estar na zona centro/litoral, é que estou longe de tudo, mais de 4 horas para o Gerês e o mesmo para o Algarve ou para Espanha/Badajoz, andamos a ver algum sítio para ir poucos dias de cada vez, por causa dos animais não podem ser mais de 3 dias de ausência, podemos é fazer vários percursos, o numa semana ir ao Norte e na outra ao Sul ou a Espanha ...

quinta-feira, 9 de julho de 2026

O relatório de estágio do filhote... ou como descobri que a criatividade foi substituída por um manual de instruções

Cá por casa, estamos na reta final do relatório de estágio do filhote.

E confesso-vos uma coisa: eu já fiz muitos trabalhos na vida, mas isto... isto é outro campeonato.

Lembro-me perfeitamente dos tempos da escola.

Um trabalho começava muito antes da primeira página. Começava pela capa.

Havia cartolinas coloridas, letras desenhadas à mão, fotografias recortadas de revistas, pequenos desenhos, criatividade por todo o lado. Cada aluno queria que o seu trabalho fosse diferente dos restantes. Aliás, muitas vezes, quem apresentasse a capa mais original já começava a conquistar alguns pontos.

Os professores repetiam:

"Não copiem uns dos outros."

Hoje tenho a sensação de que dizem exatamente o contrário:

"Façam todos iguais... mas cuidado para não se enganarem nas margens."

Agora existe um modelo para tudo.

A letra já está escolhida.

O tamanho também.

As margens também.

Os espaçamentos também.

Até parece que o trabalho já vem montado; nós limitamo-nos a preencher os espaços em branco.

E depois entra em cena a famosa APA 6.

Nunca pensei que quatro letras conseguissem provocar tantos suspiros.

APA para citar.

APA para referenciar.

APA para confirmar.

APA porque falta um ponto.

APA porque sobra uma vírgula.

APA porque o itálico ficou onde não devia.

Começo seriamente a desconfiar que, se o café da manhã não estiver citado segundo a APA, também perde validade científica.

Depois aparecem aquelas secções que, para quem não vive no meio académico, parecem ter sido inventadas para aumentar o número de páginas.

Resumo.

Abstract.

Palavras-chave.

Keywords.

Discussão.

Conclusão.

Referências.

Anexos.

E eu pergunto...

Quando é que um simples relatório de estágio passou a parecer um artigo pronto para ser publicado numa revista científica?

A parte da Discussão continua a ser a que mais me intriga.

Durante anos bastava explicar o que se fez, o que se aprendeu e o que correu bem ou menos bem.

Agora não.

Agora é preciso discutir os resultados, compará-los com estudos científicos, justificar tudo com autores recentes e escrever de forma impessoal.

Quase espero encontrar um júri internacional à espera daquele relatório.

E depois há o inglês.

Confesso que esta continua a ser a minha maior dúvida.

Se o relatório é escrito em português... porque é que temos de escrever exatamente o mesmo resumo em inglês?

Será que existe um investigador na Austrália que acorda de manhã a pensar:

"Hoje vou ler o Abstract do relatório de estágio de um estudante português."

Tenho algumas dúvidas.

Não me interpretem mal.

Percebo perfeitamente que existam normas. Faz sentido que os estudantes aprendam a pesquisar, a citar corretamente e a apresentar trabalhos com rigor. Essas competências são importantes e fazem parte da formação superior.

Mas tenho saudades da altura em que ainda havia espaço para mostrar um bocadinho de quem éramos. Em que dois trabalhos sobre o mesmo tema conseguiam ser completamente diferentes porque refletiam a personalidade de quem os fazia.

Hoje sinto que estamos numa linha de montagem.

Abre o modelo.

Preenche o modelo.

Confere a APA.

Revê as citações.

Confere outra vez.

Volta às referências.

Confere novamente.

E, já agora... confirma a APA só mais uma vez.

No meio de tudo isto, lá vamos nós ajudando o filhote a montar peça por peça este enorme puzzle chamado "Relatório de Estágio".

No fim, o mais importante é que fique bem feito e que represente o trabalho que realizou durante o estágio.

Mas, entre nós...

Continuo a achar que uma capa bonita nunca fez mal a ninguém.

E continuo convencida de que ensinar rigor nunca deveria significar deixar a criatividade à porta da sala de aula.

Antigamente ensinavam-nos a pensar pela nossa cabeça. Hoje ensinam-nos, acima de tudo, a formatá-la.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Investimento na hora certa

Há coisa de um mês falámos em colocar ar condicionado em algumas divisões da casa, ora eu sempre fui contra por causa das minhas alergias mas acabei por ceder. Combinamos que seria no dia 20/06 porque, como era um sábado, haveria ajudas para a montagem, na véspera o senhor disse que não podia e que só podia no dia 26, sendo que ele precisava de um dia para cada máquina. Veio no 26, 27, 29 e 30, foi chato porque o meu marido teve de deixar o trabalho para o vir ajudar mas soube tão bem, agora nestes dias de mais calor, poder ligar o AC, ainda para mais como tem a app para o telemóvel, posso estar em Leiria e liga o AC e chegar a casa e em vez de ter a sala a 32 graus tenho a 25.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Dia de São Pedro

Mais um feriado municipal, com direito a Festas no concelho de Porto de Mós (como trabalho em Leiria não terei feriado) e mais um aniversário da minha mãe e do irmão mais novo, um faz 72 e o outro 61. Este ano não sei se vão almoçar juntos como fizeram durante muitos anos, pois é feriado em Porto de Mós mas a terra de origem deles é Ourém e lá não é feriado e o meu tio ainda trabalha por conta de outrém. O tempo passa demasiado rápido, já fez 2 anos que ela teve o acidente de trator que o partiu, literalmente, ao meio e não sofreu nada... Não pode dizer que não tem umas estrelinhas lá em cima

sexta-feira, 26 de junho de 2026

O que ter em casa em caso de tempestade ou apagão

Ter um plano simples e alguns itens básicos em casa pode fazer toda a diferença numa situação de falta de eletricidade ou mau tempo prolongado. Aqui fica uma checklist prática para consulta rápida.

💡 Iluminação e energia

Lanternas de mão

Lanternas de cabeça (muito úteis para ter as mãos livres)

Pilhas extra (compatíveis com todas as lanternas)

Velas e fósforos/isqueiro (uso complementar)

Powerbanks carregados

Rádio a pilhas ou alternativa de emergência

Gerador (se disponível)

Sistema solar com bateria/inversores (em planeamento ou instalação)

Energia e autonomia (caso tenham produção própria)

Painéis solares em funcionamento

Planeamento de bateria de armazenamento

Inversor adequado para suportar consumos essenciais

Extensões e cabos de ligação de emergência testados

💧 Água e alimentação

Garrafas de água armazenadas (mínimo alguns dias)

Alimentos não perecíveis (conservas, arroz, massa, bolachas, etc.)

Abridor manual de latas

Fogão portátil ou alternativa de aquecimento/cozedura (se aplicável)

🏠 Conforto e segurança

Cobertores extra

Kits básicos de primeiros socorros

Lanterna em cada divisão principal da casa

Roupa quente acessível

Lista de contactos de emergência em papel

📱 Comunicação e informação

Telemóveis carregados

Powerbanks sempre prontos

Meios alternativos para receber notícias (rádio, etc.)

🧠 Organização (muito importante)

Saber onde está cada item

Testar lanternas e equipamentos regularmente

Verificar pilhas e cargas a cada poucos meses

Garantir que todos em casa sabem onde está o “kit de emergência”

Nota final

Não se trata de viver em alerta permanente, mas sim de estar minimamente preparado para situações que podem acontecer a qualquer momento. Pequenas medidas trazem grande tranquilidade. No nosso caso, já temos lanternas de mão e de cabeça, pilhas, gerador, e estamos a avançar para um sistema com bateria e inversores ligado aos painéis solares, para aumentar ainda mais a autonomia da casa.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Aumenta a procura, sobem os preços... ou como as pessoas se aproveitam de uma má situação

Esta semana, um senhor abordou-nos para saber quanto tinham custado as telhas sandwich utilizadas na reparação de um telhado que tinha sido destruído pelo temporal que a Kristin trouxe consigo. O meu marido respondeu-lhe de forma simples, referindo apenas o custo do material. O senhor ficou visivelmente surpreendido, pois explicou que os profissionais que tinha contratado para um trabalho semelhante lhe apresentaram um orçamento bastante mais elevado — cerca de 5.000€ acima do valor das telhas. Segundo lhe foi explicado, seriam necessários três trabalhadores durante três dias para concluir a obra, o que representaria cerca de 870€ por dia de mão de obra, acrescidos de aproximadamente 2.500€ para materiais adicionais, como remates, parafusos e outros acabamentos. No entanto, a realidade acabou por ser bem diferente: o trabalho foi concluído num único dia. Este tipo de discrepância levanta naturalmente algumas questões. Será que os valores pedidos pela mão de obra refletem de facto o que os trabalhadores recebem? É difícil acreditar que cada funcionário receba cerca de 290€ por dia, o que corresponderia a salários mensais muito acima da média praticada em Portugal. Tudo isto leva-nos a refletir sobre a forma como, em períodos de maior procura — como acontece frequentemente após intempéries e necessidades urgentes de reconstrução — alguns preços podem ser inflacionados. Mais do que apontar dedos, fica a inquietação: até que ponto é legítimo aproveitar momentos de fragilidade e urgência para praticar valores tão elevados?

quarta-feira, 24 de junho de 2026

IA ao serviço da seleção

Pedi ao chatgpt para criar uma imagem de apoio à seleção, quase que acertava, o meu cabelo só é mais liso.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Surpresas boas...

Há pouco fui verificar o e-mail e descubro que por ter respondido a um inquérito da Universidade Nova de Lisboa, há uns meses, me ofereceram um cartão DA com 5€... sabe tão bem receber estas surpresas. Já fui ativar e numa próxima compra já poderei usar.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Formação

Hoje de manhã fui surpreendida com a notícia que ia ter formação daí a meia hora, pois que eu sabia que havia formação hoje para os associados, não sabia é que tinha sido incluída na lista á última hora. A formação era "Construção Civil: Obrigações perante a ACT" e foi ministrada por duas inspectoras da ACT. Foi interessante, com a análise de muita legislação e muitos exemplos de autos que o ACT levanta nas obras. Era para ser 1:30 e na realidade foram 3 horas...

quarta-feira, 17 de junho de 2026

CCDRC - Calamidade Kristin

Foi no dia 19/02 que apresentei a candidatura para receber fundos para recuperar o telhado que voou e deixou a descoberto as garagens, uma arrecadação e uma wc exterior, ontem, quase 4 meses depois houve a confirmação de que iriam transferir o valor solicitado. Agora é arranjar mão-de-obra para ajudar a fazer tudo de novo e aguardar pela disponibilidade do restante material.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Recompensas da Trading 212

A Trading 212 selecionou algumas das pessoas que usam a plataforma para "oferecer recompensas", mas apenas receberemos a recompensa se as primeiras 5 pessoas que se inscreverem com o nosso link, depositarem valores e não cancelarem a conta nos próximos meses, depois tanto nós como a pessoa que se inscreveu com o nosso link, recebe uma fração de um ETF. 

Para além da Cláudia, agora temos a Teia a pensar no assunto :) 

Quem se quiser inscrever na Trading 212 e começar a investir em ETF's, faltam poucos dias para terminar a campanha, o meu link é: https://www.trading212.com/invite/4DrvG0aVdmp