terça-feira, 29 de setembro de 2026

Certificados de Aforro: mais 1,39 € sem fazer nada


Há coisas que parecem pequenas, mas que quando se juntam acabam por fazer diferença. É o caso dos juros dos meus Certificados de Aforro.

Em junho, a taxa bruta era de 2,215% e em setembro e outubro passou para 2,500%. Uma diferença de 0,285 pontos percentuais que, à primeira vista, pode parecer pouco... mas no meu caso traduziu-se em mais 1,39 € de juros recebidos.

Pode parecer pouco dinheiro, e não é com 1,39 € que vou ficar rica. 😁 Mas também penso que é 1,39 € que entrou na minha conta sem eu ter feito absolutamente nada. E eu gosto bastante desse tipo de rendimento!

Eu tenho uma regra muito simples: não desprezar os pequenos valores. Um euro poupado aqui, uns cêntimos de desconto ali, mais alguns euros de juros acolá... no final do ano, tudo somado, já pode representar uma quantia interessante.

É também por isso que gosto de acompanhar as minhas poupanças. Não preciso de estar todos os dias a olhar para as taxas, mas de vez em quando gosto de perceber se o meu dinheiro está a render mais ou menos.

Neste caso, a diferença foi esta:

Junho: 2,215%
Setembro/Outubro: 2,500%
Aumento: 0,285 pontos percentuais
No meu caso: +1,39 € recebidos

Não fiquei rica, é certo. 😂 Mas entre receber mais 1,39 € ou não receber, eu cá prefiro receber!

Porque a Liberdade Financeira também se constrói assim: de euro em euro. 💰🌱

domingo, 27 de setembro de 2026

O cartão presente que me obrigou a ir ao shopping

No Natal passado, a associação onde trabalho teve a amabilidade de nos oferecer um cartão presente do Shopping de Leiria. Um presente é sempre um presente e, claro, agradeci. O pequeno problema é que eu e os centros comerciais temos uma relação... digamos que complicada. 😂 Eu não gosto de shoppings. Não gosto de andar de loja em loja, das confusões, dos estacionamentos e, principalmente, de ir a um sítio só porque tenho de ir.

Mas o cartão tinha prazo e eu fui deixando andar. Até que, um belo dia, percebi que o prazo estava quase a terminar. Ora bolas! Lá tive eu de ir de propósito ao Shopping de Leiria para gastar o cartão antes de perder o valor.

E como se isto já não fosse suficientemente engraçado, eis que acontece a coincidência do dia: um colega meu de trabalho estava lá exatamente à mesma hora... e pelo mesmo motivo! Também tinha recebido o cartão de Natal e também estava a tentar utilizá-lo antes que expirasse. 😂

Portanto, lá estávamos nós, dois trabalhadores da mesma associação, que provavelmente preferiam estar em qualquer outro sítio, no mesmo shopping, à mesma hora, numa espécie de “missão: gastar o cartão presente antes que seja tarde demais”.

No fim, lá consegui utilizar o meu. E confesso que fiquei com aquela sensação maravilhosa de missão cumprida: não perdi o dinheiro e ainda trouxe qualquer coisa para casa.

A história fez-me lembrar uma coisa que muitas vezes esquecemos: quando recebemos vales ou cartões presente, também devemos olhar para a validade. Um presente de 40 €, 50 € ou 100 € pode parecer ótimo, mas se ficar esquecido numa gaveta até caducar... passa de presente a dinheiro perdido.

Por isso, desta vez, a moral é simples: obrigada pelo presente de Natal... mas da próxima vez, se puder ser, ofereçam-me dinheiro! 😂

É que com dinheiro não preciso de ir de propósito ao shopping. 😜

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Airfryer: poupar uns cêntimos também é poupar

Confesso que durante algum tempo olhei para a airfryer como olho para muitas das modas que aparecem: toda a gente tem, toda a gente adora, toda a gente diz que "não vive sem ela"... e eu cá pensava: pronto, mais uma coisa para ocupar espaço na cozinha. Entretanto, rendi-me, aproveitei o cartão presente que a Associação tinha dado no Natal de 2025 e usei uma parte para a comprar — depois de ter estado na minha lista de coisas a comprar durante mais de 5 anos. 😂

Não digo que a airfryer seja a oitava maravilha do mundo, mas que dá jeito, dá, e para quem gosta de poupar ainda tem algumas vantagens. A primeira é óbvia: não preciso de ligar o forno para fazer meia dúzia de coisas. Para aquecer umas sobras, fazer croquetes, dourar umas pernas de frango ou assar meia dúzia de legumes, resolve a questão sem estar a aquecer um forno inteiro para cozinhar uma quantidade que cabia numa caixa de sapatos. Menos tempo de funcionamento e, em determinadas utilizações, menos consumo de eletricidade. E é rápida — e tempo também é dinheiro... ou, no meu caso, tempo é tempo para fazer mais 37 coisas ao mesmo tempo. 😂

Outra vantagem é aproveitar comida que sobrou. Um frango assado do dia anterior pode ganhar uma segunda vida, umas batatas cozidas podem transformar-se noutra coisa qualquer e aqueles legumes que já começam a olhar para nós do frigorífico com ar de "ou me comes agora ou vou para o lixo" ainda podem ter salvação. Uma das minhas regras de poupança é simples: antes de deitar comida fora, tento perceber se ainda lhe consigo dar uma segunda oportunidade. Também se usa muito menos óleo e, como há menos frigideiras, panelas e salpicos pela cozinha, há ainda menos loiça para lavar. Só isto já me parece uma boa invenção. 😁

As minhas 8 utilizações "à Marisa"

Não faço grandes malabarismos culinários na airfryer. Uso-a sobretudo para coisas práticas: aquecer comida do dia anterior, especialmente quando quero que fique novamente crocante; fazer croquetes, rissóis, nuggets e companhia, diretamente do congelador e com pouco ou nenhum óleo; preparar frango, seja pernas, asas ou bifinhos; assar legumes como courgette, cenoura, pimentos, brócolos ou couve-flor; fazer batatas — embora aqui ainda esteja em investigação científica, porque ainda não acertei com as batatas fritas perfeitas; aquecer pão e fazer torradas; fazer um bolo, claro que não pode ser muito grande nem pode ser muito alto senão não fica bem cozido
; e, finalmente, dar uma nova vida às sobras, porque a minha filosofia é simples: não é sobra, é matéria-prima. 😂

E isto, para mim, também é poupar. Não é apenas gastar menos dinheiro na eletricidade, é aproveitar melhor aquilo que já comprámos.

Mas há coisas para as quais a airfryer ainda não serve...

Por exemplo, o almoço de ontem: arroz de pato. E não, não tentei enfiar o tabuleiro na airfryer. A minha tem 8 litros, que já é uma capacidade bastante simpática, mas há limites. Se tivesse feito o arroz de pato na airfryer, alguém não comia. 😂 Por isso, ontem foi mesmo ao forno, como manda a tradição. Porque uma coisa é poupar, outra é tentar alimentar três pessoas com uma airfryer de 8 litros e depois andarmos todos à pancada pela última colherada de arroz de pato. Também não é preciso exagerar na poupança. 😜

No fundo, é isso que gosto na airfryer: não me veio substituir a cozinha toda, nem o forno, nem as panelas. Veio simplesmente facilitar algumas coisas e evitar alguns gastos desnecessários. E já agora... se alguém souber o segredo das batatas fritas perfeitas na airfryer, pode partilhar. É que eu tenho uma reputação a defender. 😂

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Tenho boa memória e é precisamente por isso que faço listas.

Eu tenho boa memória. Aliás, tenho muito boa memória.

Lembro-me de coisas que aconteceram há anos, de conversas, pessoas, datas, situações e pormenores que provavelmente já não interessam a ninguém… e por vezes até eu gostaria de esquecer.

Mas há uma diferença entre conseguir lembrar-me de uma coisa e achar que vale a pena ocupar memória com essa coisa.

E é aí que entram as listas.

Eu não faço listas porque me esqueço. Faço listas porque não quero gastar espaço mental com informação que pode perfeitamente estar escrita algures.

É uma espécie de outsourcing da memória. 😂

Quanto pesava o meu filho aos 4 meses?

Eu sei que tenho essa informação.

Onde?

No Boletim do Centro de Saúde e numa folha de Excel, com datas, pesos e, se não me engano, até um gráfico.

Se um dia alguém me perguntar:

— Quanto pesava o teu filho aos quatro meses?

Não quero que o meu cérebro comece a vasculhar memórias antigas à procura da resposta.

Abro o Excel e lá está:

Peso aos 4 meses: X kg.

Problema resolvido.

E, aparentemente, até o crescimento de uma criança merece uma análise de dados. 😂

Quanto custou aquela máquina?

Também está registado.

Data, preço, onde comprei e, se for caso disso, garantia.

Porque daqui a três anos posso olhar para determinada máquina e pensar:

“Quanto é que eu dei por isto?”

Não vou gastar 15 minutos a reconstruir mentalmente a compra. Consulto a lista.

E quando acaba a garantia?

Também está lá.

Máquina X — comprada em determinada data — garantia até determinada data.

A minha memória agradece.

Aniversários?

Também tenho lista.

E aqui está a parte engraçada:

Eu sei os aniversários de cor.

A lista não existe porque precise dela para me lembrar. Existe porque gosto de ter a informação organizada.

É como ter um arquivo.

Eu sei, mas também está escrito.

Presentes dados, recebidos e comprados para ter em stock

Tudo merece a sua lista.

Encontro uma coisa gira, útil ou barata e penso:

“Isto vai dar jeito para alguém.”

Compro, guardo e registo.

Quando chega o momento certo, tenho presentes disponíveis e não preciso de andar à procura de qualquer coisa à pressa.

E, principalmente, não corro o risco de oferecer duas vezes a mesma coisa.

Embora, com tanta informação registada, se isso acontecer já será por falta de atenção e não por falta de informação. 😂

Livros e filmes

Livros lidos: lista.

Livros que quero ler: lista.

Livros que comprei e ainda não li: essa é melhor não aprofundarmos. 😂

Filmes vistos também tiveram direito a lista.

Tiveram.

Neste momento está tão desatualizada que já deve poder ser considerada documento histórico, mas continua algures numa pasta chamada “Filmes”.

Um dia trato disso.

Talvez.

Frigorífico, arca e despensa

Aqui entramos na gestão de stock doméstico.

Não gosto de comprar uma coisa que já tenho. Muito menos descobrir, depois de comprar, que tinha três.

E pior ainda: descobrir que tinha três porque as comprei três vezes. 😂

Por isso, saber o que existe em casa, o que está a acabar, as validades e o que convém consumir primeiro também merece uma lista.

Não é obsessão.

É logística.

Coisas para comprar

Outra lista.

E esta tem uma vantagem especial: ajuda-me a não comprar aquilo de que não preciso.

Uma coisa passa-me pela cabeça → vai para a lista → penso → comparo → espero.

E, muitas vezes, quando volto à lista já nem percebo porque raio achei que precisava daquilo.

Excelente.

Menos uma compra.

Sítios que quero visitar

Também tenho uma lista que provavelmente nunca conseguirei terminar.

Passadiços, aldeias, praias, cascatas, miradouros, restaurantes e aqueles sítios que alguém publica e imediatamente pensamos:

“Tenho de ir aqui!”

Vai para a lista, depois aparece outro, e outro, e outro. Quando chega aquele fim de semana em que pensamos “vamos mas é sair daqui”, não precisamos de começar do zero, vamos à lista.

E há listas para tudo

Coisas para fazer, comprar, reparar, organizar, experimentar, pesquisar…

Ideias para o blogue.

Presentes.

Compras.

Stock.

Livros.

Filmes.

Sítios a visitar.

Garantias.

Preços.

E provavelmente até há informação suficiente para justificar uma lista das próprias listas. 😂

Porque é que faço isto? Porque as listas permitem-me tirar informação da cabeça sem a perder.

E é exatamente isso que quero. Não quero lembrar-me de tudo. Quero lembrar-me do que interessa e saber onde encontrar o resto.

A minha cabeça não é um armazém. É mais um processador.

Para quê ocupá-la com:

“Quanto custou a máquina de lavar?”

“Quando acaba a garantia do aspirador?”

“Que presente dei àquela pessoa em 2019?”

“Quanto pesava o miúdo aos quatro meses?”

“O que tenho na arca?”

“Qual era aquele sítio que queria visitar?”

Se posso ter isso escrito numa folha de Excel ou numa lista?

Não é falta de memória. É gestão de memória.

E se alguém me perguntar:

— “Mas não te cansas de fazer listas para tudo?”

Não.

Canso-me é de procurar uma informação que eu sei perfeitamente que está numa lista qualquer… só não me lembro em qual. 😂

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Multi-tarefa ou hiperatividade mental?

Confesso que a Inteligência Artificial, por vezes, supera as expectativas. 😂 Eu sei que tenho sempre a cabeça a mil, mas esta imagem conseguiu traduzir em caricatura aquilo que, cá dentro, parece acontecer todos os dias.

Olhem bem para isto...

Temos o trabalho, com os e-mails, os concursos, o Diário da República, os alvarás, o IMPIC, os associados, as propostas, as faturas e mais umas quantas coisas que entretanto apareceram e que, obviamente, eram para ontem.

Depois temos a vida fora do trabalho.

A família.
A casa.
O jardim.
A horta.
As galinhas.
Os galos.
Os 3 gatinhos brancos, 2 amarelos e 1 siamês — porque aparentemente seis gatos ainda não são suficientes para ocupar espaço na minha cabeça. 😂

Temos a jardinagem, a permacultura, o bokashi, as frutas, as flores e aquela eterna sensação de que "já que estou aqui, também podia aproveitar e fazer isto..."

Depois aparecem os livros.

Dan Brown, Lesley Pearce, Nicholas Sparks... porque uma pessoa precisa de descansar a cabeça e, aparentemente, a melhor maneira que encontro para descansar a cabeça é meter outra história lá dentro. 🤦‍♀️

E ainda há os bordados, as viagens, os passadiços, as praias, os planos, o blog, as poupanças, os investimentos, o FIRE, os ETF, as ideias para artigos, as coisas que quero aprender, as coisas que quero organizar, as coisas que quero fazer...

E claro, as coisas que ainda nem sei que quero fazer, mas que provavelmente vou inventar entretanto.

A caricatura até colocou uma frase que resume muito bem a coisa:

"Não é só um trabalho... é o meu mundo em equilíbrio (ou quase!)"

É mesmo isso.

Porque o problema não é apenas fazer muitas coisas.

É pensar em muitas coisas ao mesmo tempo.

Estou a responder a um e-mail e lembro-me que tenho de telefonar a alguém. Enquanto estou a fazer o telefonema lembro-me de uma coisa que preciso de pesquisar. Ao pesquisar lembro-me de outra. Entretanto vejo uma planta que precisa de ser transplantada. Passo pela cozinha e reparo que falta qualquer coisa. Volto ao computador e lembro-me de uma ideia fantástica para o blog.

Escrevo-a num papel para não me esquecer.

Cinco minutos depois já tenho mais duas ideias.

E depois há aquela maravilhosa frase:

"Tenho de me lembrar disto!"

Como se a minha cabeça tivesse espaço ilimitado para armazenamento. 😂

Não admira que, ao fim do dia, esteja cansada.

Não é necessariamente o corpo que trabalhou sem parar.

É a cabeça.

É o processador mental em modo turbo, com 47 separadores abertos, três aplicações a actualizar, uma música a tocar sabe-se lá onde e uma janela que ninguém consegue descobrir de onde veio.

E depois perguntam:

— "Estás cansada?"

Não sei... deixa-me só consultar os 127 pensamentos que estão neste momento pendentes. 😂

Às vezes acho que não sou propriamente multi-tarefa.

Sou mais uma espécie de hiperatividade mental organizada... ou pelo menos com a intenção de ser organizada.

Porque organização também aparece na imagem. Tenho pastas, listas, cadernos, post-its, notas no telemóvel, ideias guardadas e provavelmente mais umas quantas formas de tentar convencer a minha cabeça de que existe um sistema.

O problema é que a cabeça responde:

"Muito bonito. Agora vamos pensar noutra coisa."

E pronto.

É aqui que entra o meu lado Anak Krakatoa. 🌋😂

Vou acumulando, acumulando, acumulando...

Até que alguém me pergunta:

— "Então, mas afinal o que tens?"

E eu:

"NADA!"

Enquanto interiormente o vulcão já está a dar sinais de actividade sísmica. 😂

Talvez seja por isso que preciso tanto de coisas simples: mexer na terra, tratar das plantas, ouvir as galinhas, pegar num livro, fazer um bordado, sair para caminhar, estar com a família.

São momentos em que, pelo menos durante algum tempo, consigo fechar algumas das janelas abertas na cabeça.

Embora provavelmente, enquanto estou a regar as plantas, já esteja a pensar no artigo que vou escrever quando chegar a casa. 🤣

No fundo, esta caricatura ficou muito mais verdadeira do que eu estava à espera.

Sou eu, mas em versão "a minha cabeça por dentro".

E agora percebo finalmente porque é que às vezes digo que preciso de férias e, cinco minutos depois, já estou a planear o que fazer nas férias.

Eu não preciso apenas de descansar o corpo. Preciso de pôr a cabeça em modo avião.

O problema?

Ainda não descobri onde fica esse botão. 😂

E vocês?

São pessoas multi-tarefa, conseguem desligar a cabeça ao fim do dia ou também vivem permanentemente com um Anak Krakatoa em actividade dentro da cabeça? 🌋❤️

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

“Quero fazer o IMPIC.”

 É assim que começam algumas conversas.

Não é “Bom dia”. Não é “Boa tarde”. Não é sequer um “Olá”.

É simplesmente:

— Quero fazer o IMPIC.

E eu fico a olhar para o telefone/computador a pensar:

“Muito bem… e eu quero ganhar o Euromilhões. Estamos os dois com desejos.” 😂

Mas atenção, isto é só o que penso.

Porque aquilo que digo é, naturalmente, muito mais simpático.

Lá faço a minha melhor cara de profissional e começo:

— Bom dia. O que pretende exatamente?

E é aqui que começa a verdadeira aventura.

Porque “fazer o IMPIC” pode querer dizer umas quantas coisas diferentes.

Pode ser alvará, certificado, alteração de classe, renovação, habilitações, documentação...

Mas quem está do outro lado acha que IMPIC é uma coisa que se faz, como quem vai à padaria:

— “Queria fazer o IMPIC.”

— “É para levar ou comer aqui?” 😂

Às vezes tenho vontade de dizer:

“Claro! É já a seguir. Quer o IMPIC simples ou com molho?”

Ou então:

“Sem problema. Arranje uns quilos de cimento, areia, brita e ferro e vá lá fazer o IMPIC.”

Mas, infelizmente, há profissões em que não podemos dizer tudo aquilo que pensamos.

E ainda bem.

Porque se disséssemos sempre o primeiro pensamento que nos passa pela cabeça, provavelmente havia muito menos gente a trabalhar em atendimento ao público. 😂

E depois há aquela maravilhosa capacidade que algumas pessoas têm de começar uma conversa pelo meio.

Nós temos de descobrir:

Quem é? O que pretende? É empresa ou particular? Já tem alvará? Quer pedir um novo?

Quer alterar? Para que atividade? Que classe? Que documentos tem? O que lhe pediram?

E, se tivermos sorte, lá para o fim da conversa descobrimos finalmente aquilo que a pessoa queria.

Ou não.

Porque às vezes termina com:

— “Ah, não sei. Só me disseram para ligar para aí e fazer o IMPIC.”

Excelente.

Adoro quando me dão todas as informações necessárias para resolver um problema.

Ou seja: nenhuma. 😂

E eu continuo ali, profissional, educada, paciente...

Enquanto a minha versão interior já está a construir uma obra inteira:

“Olhe, faça assim: leva 20 sacos de cimento, 2 toneladas de areia, umas carradas de brita, ferro de 12 e depois aparece aqui outra vez. Logo vemos do IMPIC.”

Mas pronto.

Respira-se fundo.

Explica-se.

Pergunta-se.

Volta-se a explicar.

E lá se chega ao verdadeiro assunto.

Porque trabalhar com pessoas tem destas coisas.

Há quem comece uma conversa com um “Bom dia, precisava de esclarecer uma dúvida”.

E há quem entre de rompante:

“QUERO FAZER O IMPIC.”

E nós?

Nós fazemos o que podemos.

Sorrimos por fora, construímos uma obra com cimento e brita por dentro e seguimos a trabalhar. 😂

Porque, afinal, o cliente pode não saber exatamente o que quer...

mas nós temos de descobrir.

E, de preferência, sem lhe entregar também o cimento, a areia e a brita. 😜

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Quando uma notícia deixa de ser apenas uma notícia

 Quando ouvimos uma notícia sobre um acidente, normalmente reagimos com um “coitado”, “que tristeza”, ficamos alguns minutos a pensar naquilo e depois continuamos o nosso dia.

Mas será que sou só eu que sinto que tudo muda quando descobrimos que a pessoa que sofreu o acidente é alguém que conhecemos?

De repente, já não é apenas uma notícia.

Passa a ter um nome, um rosto, uma família, uma história. E aquilo que antes parecia distante torna-se demasiado próximo.

Começamos a pensar na pessoa, no que estará a sentir, na família, no momento em que tudo aconteceu, no que poderá acontecer daqui para a frente… E damos por nós a procurar mais informações, a pensar naquela pessoa durante o dia e até a imaginar como estará a família a viver aquele momento.

É estranho como o nosso cérebro e o nosso coração funcionam.

Quando não conhecemos a pessoa, conseguimos manter uma certa distância. Sentimos pena, ficamos tristes, mas conseguimos seguir em frente. Quando conhecemos, mesmo que não sejamos próximos, essa distância desaparece.

E talvez seja aí que percebemos que, por trás de cada notícia de acidente, existe muito mais do que aquilo que aparece nas poucas linhas de uma notícia. Existe uma vida, uma família, sonhos, planos e pessoas que, de um momento para o outro, podem ver tudo mudar.

E inevitavelmente surge aquele pensamento que ninguém gosta de ter:

“Podia ter acontecido comigo. Podia ter acontecido a alguém que amo.”

Talvez seja isso que torna tudo tão diferente.

Nos últimos dias, dei por mim a sentir precisamente isto. Uma notícia que, noutra circunstância, provavelmente teria lido com tristeza e depois seguido com o meu dia, desta vez ficou comigo. Porque conheço a pessoa. Porque sei quem é. Porque tem nome e rosto.

E percebi que talvez não seja apenas a gravidade do acidente que determina aquilo que sentimos. É também a proximidade que temos com quem está envolvido.

Quando a tragédia deixa de ser “a tragédia de alguém” e passa a ser “a tragédia de alguém que conhecemos”, parece que o mundo fica um bocadinho mais pequeno.

Sou só eu que sinto isto?

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

⛽ Combustíveis: afinal, quanto consegui poupar hoje?

(imagem criada por IA)

Os combustíveis continuam a ser uma daquelas despesas que fazem doer a carteira. Basta olhar para o preço de um depósito cheio para perceber que, cada vez que vamos abastecer, ficam facilmente dezenas de euros pelo caminho.

Por isso, tento aproveitar todas as possibilidades de desconto que tenho disponíveis. Entre o COMBINA, o Cartão Continente e as promoções do Mundo Galp, às vezes é possível baixar bastante o custo real do abastecimento.

🚗 Hoje foi dia de abastecer

Hoje precisei de abastecer o carro e entraram 41,19 litros.

O valor inicial era:

87,08 €

Ou seja, estamos a falar de um preço de cerca de 2,11 €/litro antes dos descontos.

Mas aqui começam as contas interessantes.

Tinha disponível o desconto do COMBINA de 0,20 €/litro.

Para 41,19 litros, isso representa:

41,19 × 0,20 € = 8,24 € de desconto

Assim, em vez dos 87,08 €, o valor que efetivamente paguei foi:

💰 78,84 €

Mas ainda não fica por aqui.

Além do desconto aplicado no momento do abastecimento, houve também acumulação no Cartão Continente.

Foram acumulados:

  • 8,24 € correspondentes a 0,20 €/litro;
  • 4,12 € correspondentes à promoção adicional para alguns clientes Mundo Galp.

No total, ficaram 12,36 € acumulados no saldo do Cartão Continente.

📊 Então, quanto custou realmente este abastecimento?

Se considerarmos também o valor que ficou disponível no Cartão Continente:

78,84 € pagos - 12,36 € acumulados = 66,48 €

Ou seja, embora tenha saído da carteira 78,84 €, fiquei com mais 12,36 € para utilizar posteriormente no Continente.

Na prática, o custo líquido deste abastecimento foi de aproximadamente:

👉 66,48 €

E o custo efetivo por litro, considerando também esse saldo acumulado, fica em cerca de:

1,61 €/litro.

É uma diferença bastante significativa relativamente aos 2,11 €/litro do preço inicial.

🧮 As contas resumidas


Valor
Combustível abastecido41,19 L
Valor inicial87,08 €
Desconto COMBINA8,24 €
Valor pago78,84 €
Saldo Continente acumulado12,36 €
Custo líquido66,48 €
Custo líquido/litro≈ 1,61 €

💡 Vale a pena aproveitar as promoções?

Na minha opinião, sim — desde que sejam descontos que já temos disponíveis e que não nos levem a comprar coisas de que não precisamos apenas para obter a promoção.

Neste caso, não tive de fazer nenhuma compra extra. Apenas aproveitei os benefícios que tinha disponíveis para o abastecimento.

E é precisamente aqui que pequenas poupanças começam a fazer diferença.

Poupar 12,36 € num abastecimento pode parecer pouco quando olhamos apenas para um dia. Mas se conseguirmos aproveitar descontos semelhantes várias vezes ao longo do ano, já estamos a falar de uma quantia considerável.

Por isso, antes de abastecer, vale sempre a pena verificar:

⛽ o preço por litro;

🏷️ os descontos disponíveis no COMBINA;

🛒 o saldo e promoções do Cartão Continente;

🟢 as promoções disponíveis no Mundo Galp;

e, principalmente, fazer as contas ao valor final e não apenas ao preço apresentado na bomba.

No meu caso, hoje os 41,19 litros começaram por representar uma despesa de 87,08 €, mas entre descontos e saldo acumulado, o custo efetivo acabou por ficar nos 66,48 €.

E eu que estava a pensar abastecer nas bombas do Pingo Doce porque estavam a 1,959€/lt (Gasolina 95 Simples), ainda bem que fui verificar os descontos antes....

E quando conseguimos baixar uma despesa sem alterar aquilo que já íamos comprar, é uma poupança que vale a pena aproveitar. 💶


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

19 anos deste cantinho ❤️


E faz hoje 19 anos que este cantinho nasceu. 🎂

Já teve épocas de posts diários, outras em que ficou quase esquecido e outras em que voltou a ganhar vida. É um pouco como a própria vida: quando algo mais importante surge, deixamos para trás, por algum tempo, aquilo que não é tão urgente ou que não nos faz tanta falta.

Mas há coisas que, mesmo ficando em silêncio, continuam a ser nossas. Este blog é uma delas.

Ao longo destes 19 anos ficaram aqui pensamentos, momentos, histórias, desabafos, aprendizagens e muitos pedacinhos da minha vida. E talvez seja isso que mais gosto neste espaço: poder voltar atrás e reencontrar quem eu era, o que pensava e o que vivia em cada época.

Não sei se daqui a 19 anos ainda estarei por aqui a escrever, mas hoje sabe bem olhar para trás e perceber que este pequeno cantinho resistiu ao tempo.

19 anos depois, continua aqui. E eu também. ❤️

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

E quando o cérebro te prega partidas… ou serão sinais de velhice?

Há dias em que o nosso próprio corpo decide pregar-nos uma partida. Hoje foi um desses dias… e confesso que fiquei a pensar se será o cérebro a pregar-me partidas ou simplesmente mais um daqueles sinais de que a idade não perdoa. 😅

Ao levantar-me da cama, coloquei o pé direito no chão e… nada. A perna não tinha força. Parecia de borracha. Resultado? Caí, ficando com a perna debaixo de mim.

E, como se a queda não bastasse, o dedo mindinho do pé também resolveu entrar na história e “abriu”. Porque, aparentemente, uma peripécia logo pela manhã não era suficiente. 🤦‍♀️

Lá fui eu de gatas até à casa de banho, à espera que a perna direita começasse a reagir. E demorou alguns minutos até finalmente recuperar força suficiente para eu conseguir levantar-me.

Já passaram algumas horas e ainda estou a coxear.

Não é a primeira vez que o meu corpo me prega partidas. Desde 2020 já tive três episódios de síndrome vertiginoso. Curiosamente, aconteceram normalmente depois de algum dia particularmente stressante ou, numa das situações, depois de um pesadelo muito intenso durante a noite.

E então fico a pensar: será que o nosso corpo guarda tudo aquilo que nós tentamos ignorar? O stress, o cansaço, as noites mal dormidas, as preocupações… e depois encontra uma maneira muito própria de nos dizer: “Olha que eu também estou aqui!”

Não sei se o episódio de hoje teve alguma relação com isso. Talvez tenha sido apenas uma perna que ficou “adormecida” de uma maneira particularmente inconveniente. Talvez seja outra coisa.

Mas uma coisa sei: já não tenho idade para confiar cegamente que o corpo vai fazer tudo aquilo que eu mando. 😂

E talvez o verdadeiro sinal de envelhecimento não seja começarmos a ter cabelos brancos ou algumas rugas. Talvez seja começarmos a levantar-nos da cama com a cautela de quem está a iniciar uma missão de alto risco.

Hoje, pelo menos, aprendi uma coisa: antes de colocar os dois pés no chão, convém confirmar se os dois estão realmente dispostos a colaborar. 😅

Uma coisa é certa: há dias em que levantar da cama parece uma atividade radical. 😂

E talvez o verdadeiro sinal de velhice não seja a idade… se calhar é começarmos a ter histórias destas para contar logo antes do pequeno-almoço.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Antes da Kristin e depois da Kristin

Ontem, estava a ler algumas mensagens no Facebook e uma delas deixou-me a pensar. A pessoa dizia estar traumatizada depois do que aconteceu com a Kristin e que quando começou a chover, a fazer vento e a trovejar no Domingo quase entrava em pânico.

Não sei se é algo geral, mas, tal como quem escreveu aquela mensagem, também eu sinto algum receio quando o vento começa a soprar mais forte ou quando a chuva cai com intensidade.

Desde 28 de janeiro, parece que alguma coisa mudou. Talvez seja apenas o nosso olhar sobre o tempo, porque agora sabemos aquilo que uma noite de vento e chuva pode trazer.

Ainda vai passar algum tempo até voltarmos a sentir-nos verdadeiramente “normais”.

Já tivemos o antes do Covid e o depois do Covid. Agora, tenho a sensação de que também temos o antes da Kristin e o depois da Kristin.

Porque há acontecimentos que passam… mas deixam marcas.

E talvez esta seja uma delas: a partir de agora, sempre que o vento soprar com mais força, vamos lembrar-nos. E, inevitavelmente, vamos olhar para o céu com um bocadinho mais de preocupação.

Há coisas que mudam por dentro, mesmo quando, por fora, tudo parece voltar ao normal.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Finalmente... trabalho em ordem!

Há momentos em que uma pessoa começa a acreditar em milagres. 😅

Finalmente consegui colocar o trabalho em ordem! Dois colegas estão de férias e ainda vão continuar mais uma semana, mas, entretanto, o colega que regressou esta semana... vai novamente de férias no dia 31 de agosto.

E sabem o melhor?

É precisamente nesse dia que os outros dois regressam! 😂

Ou seja, parece que as férias fizeram uma espécie de escala organizada para nunca estarmos todas ao mesmo tempo.

Mas, pelo menos, por estes dias consegui respirar fundo, olhar para a secretária e pensar:

“Está tudo tratado.” 😌

Agora é aproveitar... enquanto dura! 😉

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Regresso ao trabalho após 15 dias de férias: quando a secretária nos dá as boas-vindas

15 dias. Foi quanto durou o sonho. Quinze dias sem despertador, sem reuniões, sem emails com “urgente” no assunto e, sobretudo, sem aquela sensação maravilhosa de que temos 47 coisas para fazer ao mesmo tempo.

O regresso ao trabalho: tecnicamente voltámos. Emocionalmente, ainda estamos na praia.

O primeiro impacto: onde está a minha mesa?

Chegamos ao escritório descansados, bronzeados e com aquela ilusão ingénua de que, durante a nossa ausência, o mundo continuou a girar normalmente.

Até abrirmos a porta.

Não há um centímetro de mesa livre.

Documentos, pastas, envelopes, dossiers, impressões, notas, pedidos, recados e coisas que nem sequer sabemos para que servem ocupam cada pedaço disponível da secretária.

Por alguns segundos, ficamos simplesmente a olhar.

“Isto tudo é para mim?”

A resposta, infelizmente, costuma ser um silencioso e assustador sim.

E começa o bombardeamento

Mal conseguimos pousar a mala, somos bombardeados.

“Quando puderes, vê isto.”

“Precisamos disto com alguma urgência.”

“Já agora, tens aquele assunto pendente?”

“Há uns emails que precisas de responder.”

“E isto ficou para trás enquanto estiveste fora.”

Enquanto tentamos perceber por onde começar, aparece mais uma tarefa. E depois outra. E outra.

É como se os 15 dias de férias tivessem criado uma dívida laboral que agora temos de pagar com juros.

O cérebro ainda está de férias

O problema é que o nosso corpo pode estar sentado à secretária, mas a cabeça ainda está algures entre o pequeno-almoço tardio, a praia, a piscina e aquele almoço sem pressa que demorou duas horas.

O computador liga. O telefone toca. As notificações aparecem. O email começa a encher-se.

E nós pensamos:

“Se calhar foi um erro voltar.”

Aliás, há um momento particularmente perigoso: aquele em que olhamos para a porta e pensamos seriamente se ainda vamos a tempo de sair discretamente e voltar para casa.

A vontade de ir embora é real

Depois de 15 dias de férias, regressar diretamente para uma secretária coberta de trabalho pode ser um pequeno choque cultural.

Passámos de “Hoje vamos fazer o que nos apetecer” para “Preciso disto para ontem” em menos de 24 horas.

E é perfeitamente normal que, perante uma montanha de tarefas, a primeira reação seja:

“Apetece-me ir embora e não voltar.”

Não é falta de vontade. É o nosso cérebro a tentar processar a brutal diferença entre o ritmo das férias e o ritmo do trabalho.

Mas há uma estratégia: uma coisa de cada vez

Apesar do caos, existe uma forma de tornar o regresso um pouco menos doloroso.

Em vez de tentar resolver tudo no primeiro dia, convém respirar fundo, organizar a papelada, identificar o que é realmente urgente e começar por uma tarefa de cada vez.

Os documentos não vão desaparecer todos sozinhos. Os emails também não. E, por muito que pareça impossível, aquela secretária vai voltar a ter espaço.

Talvez não hoje.

Talvez não amanhã.

Mas um dia.

Conclusão: férias outra vez, por favor

O regresso ao trabalho depois de 15 dias de férias é uma experiência que mistura saudade, confusão, excesso de tarefas e uma vontade quase imediata de voltar a fazer a mala.

Chegamos descansados e encontramos uma secretária irreconhecível, uma lista interminável de assuntos e uma caixa de entrada que parece ter crescido durante a nossa ausência.

Mas há uma consolação: sobrevivemos ao primeiro dia.

E, quando finalmente conseguimos limpar um pequeno canto da secretária, podemos respirar fundo e pensar:

“Pronto. Agora só faltam os outros 96%.” e 15 dias depois ainda há muitos centimetros da secretária ocupados

Até às próximas férias.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Resumindo 3 dias

Primeiro foi o carro a parar cerca de 230 km depois de sairmos de casa, entre encontrar oficina e tentar reparar, o que não correu bem, vir o pronto socorro da assistência em viagem, o táxi e ter o veículo de substituição passaram 5 horas. Depois, ontem, quando chegou vinha com um pneu furado?!?! As coisas boas, deu para mudar o cruzeiro no Douro para o dia seguinte e ainda fomos a Lamego, depois a saga de encontrar onde dormir, foi caro mas foi muito bom e não podíamos estar melhor localizados, o jantar também foi bom. No dia seguinte o pequeno-almoço foi no hotel, fizemos uma caminhada e atravessamos a ponte pedonal, de regresso fizemos o check out do hotel mas deixamos o veículo de substituição no parque do hotel, o almoço foi no barco e o jantar foi em casa às 21:30..... A ideia era descansar a cabeça mas foi tudo menos isso.....

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Primeiros dias de férias

Aproveito sempre alguns dias nas férias para tratar de coisas que não dá para fazer enquanto se trabalha das 9 às 18. Já passei uma manhã na Loja do Cidadão da Batalha, uma manhã a andar de bicicleta, uma manhã a reparar o telhado e outra manhã a preparar as coisas para irmos dar uma voltinha nos próximos dias, as tardes têm sido passadas na piscina e a "sofazar". Quanto aos animais, a Tri desapareceu a 29 de Junho e ontem vimos pela primeira vez os 3 filhotes da Canita, todos branquinhos e se a prícipio pensamos que era só um pois foi ter comigo logo de manhã, enquanto regava o quintal, à tarde vimos que afinal eram 3 pequenitos. Para um tinha nome, ou neve ou branquita agora está dificil porque nem sei se são machos ou fêmeas, mas provavelmente o outro será o floco...o dificil será distinguir os 3.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Férias á vista

Quase, quase e se bem que preciso destes dias, depois de no início de Junho ter tirado 15 dias para cortar e arrumar muitas das árvores que a Kristin destruiu, a ver se nestes 15 dias descanso e passeio um pouco. O chato de estar na zona centro/litoral, é que estou longe de tudo, mais de 4 horas para o Gerês e o mesmo para o Algarve ou para Espanha/Badajoz, andamos a ver algum sítio para ir poucos dias de cada vez, por causa dos animais não podem ser mais de 3 dias de ausência, podemos é fazer vários percursos, o numa semana ir ao Norte e na outra ao Sul ou a Espanha ...

quinta-feira, 9 de julho de 2026

O relatório de estágio do filhote... ou como descobri que a criatividade foi substituída por um manual de instruções

Cá por casa, estamos na reta final do relatório de estágio do filhote.

E confesso-vos uma coisa: eu já fiz muitos trabalhos na vida, mas isto... isto é outro campeonato.

Lembro-me perfeitamente dos tempos da escola.

Um trabalho começava muito antes da primeira página. Começava pela capa.

Havia cartolinas coloridas, letras desenhadas à mão, fotografias recortadas de revistas, pequenos desenhos, criatividade por todo o lado. Cada aluno queria que o seu trabalho fosse diferente dos restantes. Aliás, muitas vezes, quem apresentasse a capa mais original já começava a conquistar alguns pontos.

Os professores repetiam:

"Não copiem uns dos outros."

Hoje tenho a sensação de que dizem exatamente o contrário:

"Façam todos iguais... mas cuidado para não se enganarem nas margens."

Agora existe um modelo para tudo.

A letra já está escolhida.

O tamanho também.

As margens também.

Os espaçamentos também.

Até parece que o trabalho já vem montado; nós limitamo-nos a preencher os espaços em branco.

E depois entra em cena a famosa APA 6.

Nunca pensei que quatro letras conseguissem provocar tantos suspiros.

APA para citar.

APA para referenciar.

APA para confirmar.

APA porque falta um ponto.

APA porque sobra uma vírgula.

APA porque o itálico ficou onde não devia.

Começo seriamente a desconfiar que, se o café da manhã não estiver citado segundo a APA, também perde validade científica.

Depois aparecem aquelas secções que, para quem não vive no meio académico, parecem ter sido inventadas para aumentar o número de páginas.

Resumo.

Abstract.

Palavras-chave.

Keywords.

Discussão.

Conclusão.

Referências.

Anexos.

E eu pergunto...

Quando é que um simples relatório de estágio passou a parecer um artigo pronto para ser publicado numa revista científica?

A parte da Discussão continua a ser a que mais me intriga.

Durante anos bastava explicar o que se fez, o que se aprendeu e o que correu bem ou menos bem.

Agora não.

Agora é preciso discutir os resultados, compará-los com estudos científicos, justificar tudo com autores recentes e escrever de forma impessoal.

Quase espero encontrar um júri internacional à espera daquele relatório.

E depois há o inglês.

Confesso que esta continua a ser a minha maior dúvida.

Se o relatório é escrito em português... porque é que temos de escrever exatamente o mesmo resumo em inglês?

Será que existe um investigador na Austrália que acorda de manhã a pensar:

"Hoje vou ler o Abstract do relatório de estágio de um estudante português."

Tenho algumas dúvidas.

Não me interpretem mal.

Percebo perfeitamente que existam normas. Faz sentido que os estudantes aprendam a pesquisar, a citar corretamente e a apresentar trabalhos com rigor. Essas competências são importantes e fazem parte da formação superior.

Mas tenho saudades da altura em que ainda havia espaço para mostrar um bocadinho de quem éramos. Em que dois trabalhos sobre o mesmo tema conseguiam ser completamente diferentes porque refletiam a personalidade de quem os fazia.

Hoje sinto que estamos numa linha de montagem.

Abre o modelo.

Preenche o modelo.

Confere a APA.

Revê as citações.

Confere outra vez.

Volta às referências.

Confere novamente.

E, já agora... confirma a APA só mais uma vez.

No meio de tudo isto, lá vamos nós ajudando o filhote a montar peça por peça este enorme puzzle chamado "Relatório de Estágio".

No fim, o mais importante é que fique bem feito e que represente o trabalho que realizou durante o estágio.

Mas, entre nós...

Continuo a achar que uma capa bonita nunca fez mal a ninguém.

E continuo convencida de que ensinar rigor nunca deveria significar deixar a criatividade à porta da sala de aula.

Antigamente ensinavam-nos a pensar pela nossa cabeça. Hoje ensinam-nos, acima de tudo, a formatá-la.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Investimento na hora certa

Há coisa de um mês falámos em colocar ar condicionado em algumas divisões da casa, ora eu sempre fui contra por causa das minhas alergias mas acabei por ceder. Combinamos que seria no dia 20/06 porque, como era um sábado, haveria ajudas para a montagem, na véspera o senhor disse que não podia e que só podia no dia 26, sendo que ele precisava de um dia para cada máquina. Veio no 26, 27, 29 e 30, foi chato porque o meu marido teve de deixar o trabalho para o vir ajudar mas soube tão bem, agora nestes dias de mais calor, poder ligar o AC, ainda para mais como tem a app para o telemóvel, posso estar em Leiria e liga o AC e chegar a casa e em vez de ter a sala a 32 graus tenho a 25.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Dia de São Pedro

Mais um feriado municipal, com direito a Festas no concelho de Porto de Mós (como trabalho em Leiria não terei feriado) e mais um aniversário da minha mãe e do irmão mais novo, um faz 72 e o outro 61. Este ano não sei se vão almoçar juntos como fizeram durante muitos anos, pois é feriado em Porto de Mós mas a terra de origem deles é Ourém e lá não é feriado e o meu tio ainda trabalha por conta de outrém. O tempo passa demasiado rápido, já fez 2 anos que ela teve o acidente de trator que o partiu, literalmente, ao meio e não sofreu nada... Não pode dizer que não tem umas estrelinhas lá em cima

sexta-feira, 26 de junho de 2026

O que ter em casa em caso de tempestade ou apagão

Ter um plano simples e alguns itens básicos em casa pode fazer toda a diferença numa situação de falta de eletricidade ou mau tempo prolongado. Aqui fica uma checklist prática para consulta rápida.

💡 Iluminação e energia

Lanternas de mão

Lanternas de cabeça (muito úteis para ter as mãos livres)

Pilhas extra (compatíveis com todas as lanternas)

Velas e fósforos/isqueiro (uso complementar)

Powerbanks carregados

Rádio a pilhas ou alternativa de emergência

Gerador (se disponível)

Sistema solar com bateria/inversores (em planeamento ou instalação)

⚡ Energia e autonomia (caso tenham produção própria)

Painéis solares em funcionamento

Planeamento de bateria de armazenamento

Inversor adequado para suportar consumos essenciais

Extensões e cabos de ligação de emergência testados

💧 Água e alimentação

Garrafas de água armazenadas (mínimo alguns dias)

Alimentos não perecíveis (conservas, arroz, massa, bolachas, etc.)

Abridor manual de latas

Fogão portátil ou alternativa de aquecimento/cozedura (se aplicável)

🏠 Conforto e segurança

Cobertores extra

Kits básicos de primeiros socorros

Lanterna em cada divisão principal da casa

Roupa quente acessível

Lista de contactos de emergência em papel

📱 Comunicação e informação

Telemóveis carregados

Powerbanks sempre prontos

Meios alternativos para receber notícias (rádio, etc.)

🧠 Organização (muito importante)

Saber onde está cada item

Testar lanternas e equipamentos regularmente

Verificar pilhas e cargas a cada poucos meses

Garantir que todos em casa sabem onde está o “kit de emergência”

Nota final

Não se trata de viver em alerta permanente, mas sim de estar minimamente preparado para situações que podem acontecer a qualquer momento. Pequenas medidas trazem grande tranquilidade. No nosso caso, já temos lanternas de mão e de cabeça, pilhas, gerador, e estamos a avançar para um sistema com bateria e inversores ligado aos painéis solares, para aumentar ainda mais a autonomia da casa.